Polícia

Pai de policial morto em Delmiro Gouveia denuncia execução e pede justiça

Yago Gomes foi atingido com tiro à queima-roupa na cabeça dentro de viatura; suspeito, colega de farda, está preso

Por Tribuna Hoje 20/05/2026 14h48 - Atualizado em 20/05/2026 14h52
Pai de policial morto em Delmiro Gouveia denuncia execução e pede justiça
Pedro Pereira, pai do policial civil Yago Gomes Pereira - Foto: TV Asa Branca/Reprodução


“Para matar meu filho, que estava dirigindo a viatura no momento do crime, o assassino encostou a arma na cabeça dele e disparou. Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas sim uma execução”, afirmou Pedro Pereira, pai do policial civil Yago Gomes Pereira, assassinado na madrugada desta quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

O crime também vitimou o agente Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. O principal suspeito é Gildate Góes, colega de farda e integrante da mesma guarnição das vítimas, que foi preso pela Polícia Civil. Segundo Pedro, a forma como o filho foi atingido evidencia que a ação foi premeditada e desumana.

Yago Gomes, de 33 anos, natural de Sergipe, dirigia a viatura no momento do ataque. “Sou policial há muito tempo. Sei como alguém atira quando quer matar. Meu filho estava ao volante e a pessoa, perversamente, quis executá-lo. Ele [Gildate] é um policial antigo. Ninguém sabe qual o problema dele, mas descontar nos colegas de trabalho?”, desabafou o pai à TV Asa Branca Alagoas.

O delegado Luciano Cardoso, amigo da família e policial civil em Sergipe, relatou que o suspeito já havia se envolvido em outros crimes, incluindo a morte de um ex-colega há cerca de 15 anos, além de um episódio de maus-tratos contra um cachorro. A família pretende solicitar o laudo psiquiátrico do suspeito.

O crime ocorreu na Rua Floriano Peixoto, no centro de Delmiro Gouveia, enquanto os policiais retornavam de uma ocorrência. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram ao local, mas as vítimas já estavam sem vida.

Após o ataque, Gildate Góes foi localizado em sua residência e preso. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava falas desconexas no momento da detenção. Os corpos de Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram periciados pelo Instituto Médico Legal (IML) e liberados para velório e sepultamento. O corpo de Yago seguirá ainda hoje para Aracaju, onde será velado, com sepultamento previsto para quinta-feira, às 10h.

A Polícia Civil de Alagoas investiga o caso e realizará uma coletiva para esclarecer detalhes sobre a motivação e as circunstâncias do crime.