Polícia
Alagoas registra a maior redução em vítimas de afogamento dos últimos cinco anos
Levantamento da Polícia Científica aponta queda de 32,6% nas mortes por afogamento desde 2020
A Polícia Científica de Alagoas divulgou, nesta sexta-feira (30), que registrou, pelo terceiro ano consecutivo, uma redução no número de mortes por afogamento em todo o estado. O dado consta em levantamento feito pelo Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) do órgão, com base nas ocorrências que resultaram na entrada de corpos nos Institutos de Medicina Legal (IMLs) de Maceió e Arapiraca.
De acordo com o levantamento, foram contabilizados 87 óbitos por afogamento em 2025. Em comparação com o ano de 2024, quando foram registrados 92 casos, houve uma redução de 5,4%. O recuo é ainda mais expressivo quando comparado a 2020 — ano com o maior índice da última década, com 129 mortes —, representando uma diminuição de 32,6%.
Ao todo, 45 municípios alagoanos registraram pelo menos um óbito por afogamento no período analisado (1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025). Maceió concentrou o maior volume de casos, com 11 registros, seguida por Maragogi e Coruripe, com seis cada; Marechal Deodoro, com cinco; e Arapiraca e Delmiro Gouveia, com quatro mortes cada.
Em relação aos locais das ocorrências, as praias lideram as estatísticas, com 24 casos. Na sequência, aparecem rios e riachos (17), açudes e barragens (16), lagos e lagoas (9), além de cacimbas, cisternas e caixas d’água (9). Piscinas somaram cinco ocorrências fatais.
“Os dados reforçam a importância de ações contínuas de prevenção, orientação e, principalmente, de conscientização da população. Isso se torna ainda mais relevante ao observarmos que grande parte dos casos aconteceu em ambientes aquáticos improvisados, como açudes e barragens, que não possuem estruturas adequadas ou equipes de salva-vidas, que poderiam contribuir para a preservação das vítimas, como também ignorar as placas de sinalização de alerta nas praias e o consumo de bebida alcoólica nesses locais”, explicou Aarão José, coordenador do SIC.
O perfil das vítimas aponta predominância do sexo masculino, com 75 casos, enquanto 12 vítimas eram do sexo feminino. A faixa etária mais afetada foi a de adultos entre 18 e 64 anos, com 60 registros. Também foram contabilizadas 10 vítimas infantis (0 a 12 anos), sete adolescentes (13 a 17 anos), nove idosos (65 anos ou mais) e um adulto não identificado.
Quanto à dinâmica das ocorrências, 16 vítimas chegaram a ser socorridas, mas faleceram em unidades hospitalares. As demais tiveram o óbito constatado ainda no local do afogamento.
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