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Cuba diz que 4 mortos em lancha queriam se infiltrar no país
A Rússia chamou nesta quinta-feira (26/02) de provocação agressiva dos EUA a Cuba o incidente ocorrido no dia anterior e envolvendo uma lancha de bandeira americana em águas territoriais cubanas, no qual foram mortos quatro tripulantes.
"Esta é uma provocação agressiva por parte dos Estados Unidos, cujo objetivo é agravar a situação e desencadear um conflito", declarou uma porta-voz do Ministério do Exterior russo à agência de notícias russa TASS.
Antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantiu que o governo americano vai responder adequadamente ao incidente após reunir mais informações.
Rubio observou que todas as informações disponíveis até o momento provêm das autoridades cubanas e disse que seu governo pretende verificar o que aconteceu por meio de informações independentes. Ele negou ter mantido conversas com o governo cubano sobre o assunto e descartou o envolvimento de funcionários do governo americano no caso.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação do incidente.
O governo cubano disse que a maioria das dez pessoas a bordo da embarcação "tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas".
Quatro mortos
O Ministério do Interior de Cuba afirmou na quarta-feira que os dez ocupantes da lancha com bandeira americana interceptada nas suas águas territoriais "pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas". A lancha teria entrado ilegalmente em águas territoriais de Cuba.
Os seus tripulantes não obedeceram à ordem de parar em águas territoriais cubanas e abriram fogo contra uma embarcação da Guarda Costeira, que havia tentado abordá-los para identificação, segundo o ministério.
Quatro tripulantes do barco foram mortos pelas autoridades cubanas e os outros seis ficaram feridos. Um guarda cubano também necessitou de assistência médica, acrescentou o governo de Cuba.
O Ministério do Interior de Cuba afirmou que todos os feridos eram cubanos residentes nos Estados Unidos e que, no âmbito da ação, foram apreendidos "rifles de assalto, pistolas, artefatos explosivos de fabricação artesanal (cocktails Molotov), coletes à prova de bala, miras telescópicas e uniformes de camuflagem".
O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, quando as autoridades cubanas detectaram "uma lancha ilegal em águas territoriais cubanas com registro da Flórida, número FL7726SH".
Segundo o jornal The New York Times, a embarcação atacada não fazia parte de uma flotilha e não pertencia à Guarda Costeira ou à Marinha dos EUA. O jornal indicou que parecia ser uma lancha Pro-Line, com aproximadamente sete metros de comprimento, fabricada em 1981 e normalmente usada como barco de pesca, com capacidade para cerca de dez pessoas.
Tensão entre EUA e Cuba
O incidente ocorreu num momento de tensão entre os Estados Unidos e Cuba, após a imposição de um embargo petrolífero por parte de Washington à ilha e os apelos para que Havana chegue a um acordo.
Foram reportados diversos incidentes semelhantes nos últimos anos, os dois últimos em 2022, ambos resultando em mortes. Esses casos estão geralmente relacionados com tentativas de remoção ilegal de pessoas da ilha.
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