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Em meio a tensão com os EUA, Irã adiciona mil drones ao arsenal e fala em ‘resposta contundente’
O governo do Irã anunciou, nesta quinta-feira (29), que o exército do país integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones.
De acordo com a agência estatal Tasnim, as aeronaves entraram em serviço por ordem do oficial Amir Hatami, que afirmou esperar que a medida aumente “significativamente as capacidades operacionais dos quatro ramos do exército”.
Segundo o governo iraniano, os drones foram desenvolvidos por especialistas do exército local e têm como base “ameaças emergentes e lições aprendidas com a guerra de 12 dias”, citando o conflito encerrado em 23 de junho de 2025 entre o país e Israel, cessado com intermediação dos Estados Unidos.
De acordo com Hatami, os drones “visam garantir uma rápida prontidão para o combate e dar respostas contundentes a qualquer ato de agressão”.
Trump eleva o tom
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nessa quarta-feira (28), ao afirmar que uma “grande armada” naval americana está se deslocando rapidamente em direção ao país, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Em publicação na Truth Social, Trump disse que a frota é “maior do que a enviada à Venezuela” e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln.
Segundo o presidente, a armada segue “com grande poder, entusiasmo e propósito” e está “pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”.

Um porta-voz americano, um porta-aviões, perdão, chegou hoje ao Oriente Médio para monitorar
Trump afirmou esperar que Teerã aceite negociar rapidamente um acordo “justo e equitativo”, que exclua de forma explícita o desenvolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando”, disse, ao ressaltar que a situação é “realmente essencial”.
A nova ameaça ocorreu um dia após Trump afirmar, em entrevista, que espera não precisar usar a “grande armada” naval contra o Irã, embora tenha mantido a pressão militar enquanto sinaliza abertura à via diplomática.
O envio do grupo de ataque do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio ampliou as opções militares dos EUA, segundo autoridades de defesa, em um momento de forte instabilidade interna no Irã.
O país persa vive uma onda de protestos contra o governo, com mais de 6.000 mortos, de acordo com organizações de direitos humanos, número contestado pelo regime iraniano.

O ministro das relações exteriores do Irã disse que não haverá negociações com Washington
Paralelamente, há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã diga que não há negociações formais em curso.
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