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Pesquisa: 56% de peruanos aprova indulto a ex-presidente Fujimori
Fujimori cumpria pena de 25 anos por crimes contra os direitos humanos pela morte de 25 pessoas. Indulto gerou protestos
Um total de 56% dos peruanos aprova o polêmico indulto ao ex-presidente Alberto Fujimori, concedido no último domingo pelo presidente Pedro Pablo Kuczynski, segundo uma pesquisa divulgada neste sábado.
A pesquisa, realizada em nível nacional pela empresa Ipso e publicada no jornal El Comercio, indica que 40% dos entrevistados não concorda com a medida, e que 4% não opinaram.
Kuczynski justificou sua decisão alegando que os "democratas" não devem permitir que Fujimori morra na prisão "porque a justiça não é vingança".
No entanto, 63% dos entrevistados acreditam que o presidente, que esteve a ponto de ser destituído em 21 de dezembro, negociou os votos que o salvaram em troca do indulto com o congressista Kenji Fujimori, filho do ex-presidente e membro do partido Força Popular, que controla o Congresso.
Por outro lado, 29% consideram que o presidente já tinha tomado a decisão antes do processo contra ele devido ao estado de saúde de Fujimori (1990-2000).
A aprovação de Kuczynski subiu para 25% em dezembro, sete pontos a mais do que no mês anterior, enquanto a rejeição foi de 68%, sete pontos a menos.
A pesquisa também revelou que 58% dos que aprovam o indulto consideram que este foi concedido porque Fujimori está muito doente e 39% porque a pena era excessiva.
Fujimori cumpria desde 2007 uma pena de 25 anos por crimes contra os direitos humanos pela morte de 25 pessoas, entre elas um menor de idade, em duas operações durante a luta contra as guerrilhas de Sendero Luminoso e MRTA nos anos 1991 e 1992.
A Ipso realizou a pesquisa em 27 e 28 de dezembro com 1.294 pessoas, com uma margem de erro de 2%.
Protestos
Manifestantes protestaram em diversas cidades do Peru contra o indulto.
A maior manifestação ocorre na capital Lima, mas também há importantes mobilizações em cidades do interior, como Cuzco, Iquitos, Arequipa, Puno, Ayacucho, Chiclayo, Piura e Huancayo, segundo informa a Efe. A manifestação foi convocada nacionalmente por organizações civis, sociais, sindicatos e partidos políticos opositores.
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