Mundo
No Iêmen, ataque rebelde mata 22 milicianos pró-governo
Ataque aconteceu pouco após a divulgação da notícia que 33 refugiados somalis morreram por disparos de um helicóptero da coalizão
Pelo menos 22 combatentes leais ao presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, morreram nesta sexta-feira (17) em um ataque com dois mísseis balísticos lançado pelos rebeldes houthis contra um quartel militar na província de Marib, no oeste do país, segundo a agência oficial "Saba".
A agência detalhou que os mísseis impactaram na mesquita das instalações militares de Kofel, quando os soldados participavam da oração do meio-dia, a principal da semana.
Além disso, há um número indeterminado de feridos, vários deles em estado grave.
A emissora de televisão "Al Masira", pertencente aos houthis, informou que os mísseis eram do tipo "Zelzal 1", de fabricação iraniana, e acrescentou que o quartel foi também alvo da artilharia rebelde.
Os houthis empregam este tipo de mísseis para atacar alvos das forças governamentais em Marib, mas, na maioria das ocasiões, estes são interceptados com as baterias de defesa "Patriot", de fabricação americana.
Este sistema de defesa é empregado pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita que respalda o presidente Hadi, o único reconhecido pela comunidade internacional.
O Iêmen está imerso em uma guerra civil que coloca os houthis e seu aliado, o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, contra as forças leais a Saleh e a aliança árabe liderada pela Arábia Saudita.
Este ataque aconteceu pouco após a divulgação da notícia que 33 refugiados somalis morreram por disparos de um helicóptero da coalizão contra a barca na qual viajavam, perto do porto iemenita de Al Husaida, no Mar Vermelho.
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