Interior

MPAL investiga denúncia de agressões contra criança com autismo em Arapiraca

Babá é suspeita de violência física; caso veio à tona após divulgação de vídeo nas redes sociais

Por Tribuna Hoje 01/02/2026 09h20 - Atualizado em 01/02/2026 11h12
MPAL investiga denúncia de agressões contra criança com autismo em Arapiraca
O caso segue sob investigação. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa da babá - Foto: Redes sociais/Reprodução


Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificada como suporte 3 e não verbal, teria sido vítima de agressões físicas enquanto estava sob os cuidados de uma babá, no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais e passou a ser investigado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).

A atuação do MPAL ocorreu na sexta-feira (30), por meio da Promotoria da Infância e da Juventude de Arapiraca. Após tomar conhecimento das imagens, a promotora de Justiça Viviane Farias instaurou um procedimento preliminar, acionou o Conselho Tutelar e iniciou articulações com a Polícia Civil para a adoção das medidas legais e a instauração de inquérito policial. O nome da suspeita não foi divulgado.

“É necessária uma investigação rigorosa para que haja responsabilização. É inadmissível que uma criança com transtorno do neurodesenvolvimento, que já possui limitações, seja submetida a qualquer forma de violência”, afirmou a promotora, acrescentando que o Ministério Público acompanhará todas as etapas da apuração.

A representante do MPAL também alertou que casos de crimes ou violações de direitos devem ser comunicados diretamente às autoridades competentes e aos órgãos de proteção, e não apenas divulgados nas redes sociais.

O vídeo que motivou a investigação foi publicado por uma tia da criança em um perfil pessoal. Na gravação, ela relata que o sobrinho teria sido agredido pela cuidadora. Segundo o relato, vizinhos teriam registrado imagens que indicam condutas violentas, o que agravou as denúncias.

De acordo com a família, o fato de a criança não se comunicar verbalmente nem interagir amplia a gravidade do caso e reforça a necessidade de uma apuração cuidadosa por parte dos órgãos responsáveis.

O caso segue sob investigação. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa da babá.