Esportes
Trajetória de mais de três décadas transforma vidas por meio da capoeira em Alagoas
Com uma história marcada pela dedicação, resistência cultural e compromisso social, o mestre de capoeira Ivanildo Antônio da Silva Santos, conhecido como Mestre Besourão, vem se consolidando como uma das principais referências da capoeira em Alagoas.
Natural de São Paulo (SP) e radicado em Maceió (AL), Mestre Besourão iniciou sua trajetória na capoeira ainda na década de 1980.
Desde então, construiu um caminho pautado na valorização da cultura afro-brasileira e no uso da capoeira como ferramenta de inclusão social e transformação de vidas.
Ao longo de mais de 30 anos de atuação, o mestre desenvolveu uma metodologia própria, voltada à capoeira inclusiva, que atende crianças, adolescentes, adultos e idosos. Seu trabalho vai além da prática esportiva, promovendo cidadania, autoestima, pertencimento cultural e desenvolvimento humano.
Graduado em Educação Física e com especializações nas áreas de ensino da capoeira e inclusão, incluindo atuação com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Mestre Besourão se destaca também como educador social, contribuindo diretamente com projetos e políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade.
À frente da Escola Ubuntu da Capoeiragem, o mestre fortalece iniciativas que ampliam o acesso à cultura e ao esporte, consolidando a capoeira como instrumento de educação e transformação social. Sua atuação também inclui participação em entidades culturais e educacionais, reforçando o compromisso com a preservação e difusão da arte.
Segundo o Mestre Besourão esse ano de 2026 tem um significado muito especial para ele. “É o ano que eu completo meio século de vida, destes 50 anos 39 deles dedicados a capoeira e, ao longo dos anos acumulando histórias, experiências, aprendizados e ressignificação. Hoje me sinto maravilhado, me sinto realizado profissionalmente e como ser humano. Minha realização vai além, pois hoje vejo a capoeira em um patamar que o mundo todo reconhece como um instrumento sociocultural pedagógico. A capoeira que hoje que é patrimônio cultural da humanidade está em mais de 160 países, é também patrimônio cultural brasileiro e vejo que ela transformou a minha vida e hoje transformo centenas de vidas, seja criança, adolescentes, adultos e idosos com meu método de ensino com a capoeira acessível na perspectiva de inclusão social”, explicou de maneira emocionada.
O Mestre Besourão complementa que dentro dos trabalhos sociais onde desenvolve a capoeira inclusiva estão aqueles realizados na Associação Pestalozzi de Maceió, o que é feito com os idosos com as Capoeiristas Formosas, trabalho feito há quase dez anos e o do Lar São Domingos com crianças em situação de vulnerabilidade. “Há, ainda, o projeto Arte Capoeira qu coordeno. Ele é feito em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o Governo Federal e é um divisor de águas no ensino da capoeira em âmbito escolar. O projeto contempla 20 escolas municipais e atende 2.583 crianças em Maceió. Ressalto que, dentro deste trabalho, recebi a comenda Mestre Pedro Lindo Axé, por conta desse trabalho educativo que faço com a capoeira. Sinto-me feliz, realizado e vitorioso por contemplar os meus 50 anos vivenciando esse auge importante com a capoeira sendo este grande instrumento de inclusão e educação sendo preto, periférico e qu através da capoeira ganhei o mundo. A capoeira me resgatou e transformou a minha vida. Essa é a minha missão de dar a oportunidade e motivar os outros a seguirem o mesmo caminho por meio da capoeira”, pontuou.
O reconhecimento por sua trajetória é refletido em premiações e homenagens recebidas ao longo dos anos, destacando sua contribuição para o fortalecimento da capoeira no Nordeste e no Brasil.
Mais do que um mestre, Besourão é um agente de transformação que, por meio da capoeira, segue impactando gerações e promovendo inclusão, dignidade e oportunidades.
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