Esportes
Ministério Público vai apurar agressões e invasão a campo
ASA, FAF e Polícia Militar são notificados e jogo final no dia 7 de março pode ter portões fechados, afirma promotor
A invasão de campo por um grupo de torcedores, as trocas de socos e pontapés entre jogadores e a pressão dos dirigentes sobre o trio de arbitragem ocorridas na partida de quarta-feira (25) contra o Operário do Mato Grosso do Sul podem custar à Agremiação Sportiva de Arapiraca (ASA) a proibição de público no jogo final do Campeonato Alagoano, no dia 7 de março, contra o CRB, no estádio Coaracy da Mata Fonseca, o Fumeirão, na cidade do agreste alagoano. O Ministério Público Estadual notificou o clube, a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e a Polícia Militar de Alagoas para tomar conhecimento dos atos de violência ocorridos após o jogo, que terminou com placar de 2 x 1 para o time sul-mato-grossense.
Torcedores, jogadores e dirigentes do ASA ficaram insatisfeitos com a marcação da penalidade no segundo tempo, que resultou no gol do Londrina, e, ao se encerrar a partida, cobraram satisfação do árbitro paranaense José Mendonça da Silva Júnior.
Os registros das cenas de vandalismo e da confusão generalizada levaram o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), por meio da Promotoria de Justiça do Direito do Consumidor, a instaurar, em caráter de urgência, procedimento para adoção de medidas que podem ir da notificação do clube alagoano até uma possível recomendação para o próximo jogo contra o Clube de Regatas Brasil (CRB), pela final do Campeonato Alagoano. O promotor de Justiça Thiago Chacon, titular da mencionada promotoria, além de notificar o ASA, oficiou o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar e a Federação Alagoana de Futebol (FAF).
Diante da confusão generalizada, o Ministério Público questiona as falhas na segurança e na organização do evento pelo clube mandante e, por prevenção, pode solicitar jogo sem torcida em uma das partidas da final do Alagoano, em Arapiraca.
“A atuação da Promotoria do Consumidor de Arapiraca é sempre pautada pela defesa intransigente da ordem pública e pela promoção de um ambiente seguro nos estádios, com o objetivo de erradicar confrontos protagonizados por torcedores. Lamentavelmente, a persistência dessa cultura de violência impõe a adoção de medidas enérgicas e imediatas, podendo chegar até mesmo a perdas de mando de campo ou jogos com portões fechados. Para o promotor, é imprescindível identificar a origem das falhas, individualizar as responsabilidades e adotar todas as providências legais cabíveis. Nesse sentido, já determinamos a notificação do clube mandante — o ASA de Arapiraca —, a quem compete, nos termos da legislação vigente, a responsabilidade pela segurança do evento, para que preste os esclarecimentos necessários e responda pelos fatos apurados”, afirmou o promotor Thiago Chacon.
Em relação à Polícia Militar, o Ministério Público pediu esclarecimentos sobre o número de policiais empregados no evento esportivo, além da adoção de medidas preventivas cautelares que devem ser garantidas para o próximo jogo em Arapiraca. Já à FAF foram requeridas cópias da súmula do jogo, dos boletins e das atas, além de recomendação para a adoção de medidas preventivas e cautelares, no âmbito desportivo-disciplinar, em desfavor da equipe mandante (ASA), por evidentes condutas ilícitas cometidas após o jogo desta quarta-feira.
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