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Wesley Safadão reage a críticas por cachês milionários pagos por prefeituras: 'Nada a reclamar'
Cantor se manifestou após decisão judicial envolvendo acusações de corrupção e defendeu legalidade dos shows contratados com dinheiro público
Em meio a uma polêmica que voltou a ganhar repercussão nas redes sociais e no meio jurídico, o cantor Wesley Safadão voltou a se pronunciar sobre os cachês recebidos por apresentações contratadas por prefeituras. O tema, que frequentemente levanta debates sobre o uso de recursos públicos em eventos, também chegou aos tribunais.
Na última semana, a Justiça do Ceará determinou que Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, removesse publicações em que acusava o artista de ser um “novo ícone da corrupção”, em referência aos valores pagos por municípios do Nordeste.
Em entrevista ao g1, nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto (SP), Safadão se defendeu das críticas e negou qualquer irregularidade.
“A gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, afirmou.
O cantor também comentou a forma como os contratos são firmados e rejeitou a ideia de imposição nas contratações. “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz”, disse. “Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”, completou.
Safadão ainda destacou que os valores cobrados acompanham a carreira e a demanda dos shows. Ele citou, inclusive, a previsão de receber R$ 1,5 milhão por apresentação no São João de Caruaru de 2026, e defendeu a lógica do mercado artístico. “Não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam”, afirmou.
Na esfera judicial, o cantor obteve uma decisão favorável em uma ação movida contra Renan Santos por calúnia, difamação e injúria.
O político havia feito declarações acusando Safadão de comandar um “esquema” envolvendo contratos com prefeituras e citando valores que ultrapassariam R$ 50 milhões em cachês entre 2024 e 2025.
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