Educação

Bilinguismo na infância: como aprender inglês impulsiona o desenvolvimento cognitivo

Por Assessoria 22/01/2026 12h28
Bilinguismo na infância: como aprender inglês impulsiona o desenvolvimento cognitivo
O impacto do bilinguismo ultrapassa a fluência, fortalecendo habilidades que a criança transfere para todas as áreas da vida escolar - Foto: Freepik


A inclusão da língua inglesa na vida das crianças tem gerado consequências positivas para o desenvolvimento desse público. Comprovações científicas apontam que a educação bilíngue tem contribuído nas funções executivas, como foco, controle inibitório, memória de trabalho e tomada de decisões, ao mesmo tempo em que incentiva criatividade, autonomia e abertura cultural.

De acordo com pesquisas de neurociência, ao aprender desde cedo o inglês, são realizadas modificações em conexões neurais, ou seja, crianças bilíngues apresentam maior plasticidade cerebral, melhor controle inibitório e maior capacidade de alternar entre tarefas, um conjunto de habilidades diretamente relacionado à aprendizagem ao longo da vida. A explicação está na alternância constante entre idiomas, que obriga o cérebro a trocar rapidamente de estratégia, aprimorando processos decisórios e o controle de atenção.

O acúmulo dessas evidências científicas ajuda a explicar o crescimento da educação bilíngue no Brasil, impulsionado pela percepção das famílias de que o inglês deixou de ser apenas um componente curricular para se tornar uma ferramenta cognitiva e cultural.

Os efeitos, contudo, não se restringem ao campo cognitivo. Pesquisas do Center for Early Childhood Education mostram que crianças bilíngues tendem a demonstrar maior sensibilidade cultural e níveis mais profundos de empatia, resultado da exposição a diferentes repertórios simbólicos.

O impacto do bilinguismo ultrapassa a fluência, fortalecendo habilidades que a criança transfere para todas as áreas da vida escolar. A infância é um período em que a plasticidade cerebral opera no ápice, facilitando aquisição de pronúncia, memorização e integração do idioma ao cotidiano, portanto quanto mais cedo o contato, mais natural é o processo.