Economia

Arquiteta projeta parrilla argentina na praia do Françês

Fuego foi concebido a partir de uma linguagem contemporânea

Por Claudio Bulgarelli 23/02/2026 18h03 - Atualizado em 23/02/2026 18h13
Arquiteta projeta parrilla argentina na praia do Françês
Projeto na praia do Francês - Foto: Divulgação

Mariana Moura é arquiteta e acredita que confiança e sofisticação podem ser transmitidas de forma leve e natural. Com uma postura serena e um olhar sempre atento, procura criar conexões desde o primeiro contato, valorizando a escuta sensível e o respeito pela história de cada cliente. Seu trabalho nasce do cuidado com os detalhes e da compreensão das necessidades funcionais e emocionais de cada projeto.

Com 29 anos de experiência, construiu uma trajetória sólida, pautada pela sensibilidade e dedicação. Ao longo desse caminho, desenvolveu uma arquitetura autoral que equilibra técnica e criatividade, dando forma a espaços acolhedores, elegantes e atemporais — lugares pensados para trazer conforto, identidade e bem-estar no dia a dia.

PROJETO FUEGO - PARRILLA ARGENTINA
O projeto arquitetônico foi concebido a partir de uma linguagem contemporânea com forte identidade rústico-industrial, inspirado na tradição das parrillas argentinas. A edificação se revela por meio de uma fachada imponente e rigorosamente simétrica, na qual o uso predominante de tijolos aparentes em tons terrosos estabelece uma sensação de solidez, calor visual e permanência. Esses materiais expostos reforçam o caráter artesanal da arquitetura e constroem uma relação direta com o conceito do fogo e da gastronomia como elementos centrais do espaço.

O volume central se destaca por um grande pórtico de entrada, definido como um gesto arquitetônico claro e convidativo, funcionando como eixo de transição entre o espaço externo e o ambiente interno do restaurante.

O letreiro iluminado “FUEGO PARRILLA ARGENTINA”, com iluminação em tom âmbar, assume o papel de elemento focal da fachada. Sua luz quente dialoga diretamente com a textura do tijolo aparente, evocando simbolicamente o fogo como essência conceitual do projeto.
As laterais do edifício são definidas por grandes vãos com fechamento em estruturas metálicas e vidro, promovendo uma integração fluida entre interior e exterior e ampliando a sensação de acolhimento. A iluminação arquitetônica é cuidadosamente planejada, com pontos embutidos e luz indireta de temperatura quente, destacando os materiais naturais e criando uma atmosfera noturna intimista e sofisticada, sem excessos visuais.

No interior, o projeto mantém a linguagem rústico-industrial com equilíbrio e sensibilidade, incorporando madeira, metal e a presença marcante da vegetação como elemento de conforto, acolhimento e humanização do espaço. O conjunto arquitetônico transmite uma estética contemporânea com alma artesanal, onde rusticidade e sofisticação coexistem de forma harmônica. A arquitetura não apenas abriga o restaurante, mas comunica sua proposta com clareza: um espaço de convivência, experiência sensorial e celebração da gastronomia, onde o fogo, a matéria e a luz constroem identidade e memória.