Economia

Grupo alagoano de restaurantes é destaque no setor gastronômico no Nordeste

Grupo é formado por 3 casas que se tornaram referência em Alagoas

Por Claudio Bulgarelli 25/02/2025 14h09
Grupo alagoano de restaurantes é destaque no setor gastronômico no Nordeste
Grupo nasceu com a Bodega do Sertão - Foto: Divulgação

Tudo começou com a Bodega do Sertão. E lá se vão quase 20 anos de uma das histórias de maior sucesso na gastronomia alagoana. O Incrível espaço instalado no início da antiga avenida Jatiúca, que tem como abra alas um enorme bule, e que se tornou referencial de culinária regional, oferece experiências que vão muito além dos olhos, pois é um lugar onde o paladar se esbalda, de um simples pão assado na nata com queijo manteiga até uma autêntica buchada de bode, porque tudo exalta a essência do Nordeste.
Criado pela mente criativa do casal Nado Freire e Francineide Diniz, nesses quase 20 anos, que serão comemorados em outubro, a Bodega mantém um dos carros-chefes do cardápio, que é a carne de sol desfiada na nata, que de tradição, virou paixão nacional. Tem ainda o arroz de queijo coalho, uma sumidade entre os frequentadores, e mais de 50 opções de culinária regi0nal, além de saladas, sopas e grelhados.
E depois de tantas opções, as sobremesas, que adoçam a vida de qualquer um, é quase um ritual. Dá para escolher o pudim clássico, a Cartola, combinação certeira de banana, queijo coalho, com toque de canela. Além disso, há delícias como a pamonha doce, perfeita para acompanhar o café fresco que perfuma o ambiente colorido, entre decoração de chita e muitas obras em cerâmica. No fundo, a música, sempre com foco na tradição.
E nos últimos anos, o grupo familiar alagoano Cevar, ao lado de Nado e Francineide, juntou-se os filhos, Gabriel e Rodolfo. E a criatividade, que é quase uma garantia de sucesso, prosperou mais uma vez com o restaurante Janga, com duas unidades, na Pajuçara e no Maceió Shopping. O conceito de gastronomia do Janga são os frutos do mar, que rapidamente ganhou o gosto de clientes. Com ambiente requintado e cardápio extenso, o restaurante tem pratos bem servidos, para uma, duas ou três pessoas. O ambiente é agradável, com bom atendimento, preços compatíveis e pratos gostosos. O menu tem opções com lagostas, camarões, saladas e carnes, para quem não está querendo frutos do mar.
Por fim, o grupo ampliou a oferta de boa culinária e nasceu o restaurante Micale, inspirada no coral Mycale Alagoano, localizado na Ponta Verde. Com pouco mais de 500 metros quadrados de área construída, pé direito amplo de seis metros (com mezanino para pequenos eventos) e ambientação moderna assinada pelo arquiteto Alan Gaia, o Micale tem como inspiração a gastronomia mediterrânea, principalmente a do Sul da Itália, com massas produzidas artesanalmente na própria casa, e com o uso de ingredientes e frutos do mar do litoral alagoano, do siri ao massunim.
No cardápio, há opções de entradas como “pane di mare”, um sanduíche de brioche de macaxeira recheado de camarões salteados com maionese de dashi, picles de maxixe, pimenta oriental e brotos, ou “mexilhão no vinho branco”, finalizados com páprica defumada acompanhada de batata frita, além de tradicionais bruschetta e focaccia.
Entre os pratos principais, o cardápio oferece opções como “flor de micale”, que é uma massa fresca recheada com pasta de filé de siri, molho de espumante e confit de tomate, ou o espaguete com mexilhões e massunim alagoano. Tem receitas clássicas de massas, lasanha, ravioli de burrata com camarões, além de opções de saladas e pratos com carne vermelha, como fettuccine com funghi e carré de cordeiro ou o filé mignon ao molho roti com risoto de açafrão
“O Micale nasceu com a proposta de trazer a Maceió o melhor da tradição da gastronomia mediterrânea com o melhor dos ingredientes de nosso litoral”, diz Gabriel Diniz, à frente da casa.
Para Nado Freire, fundador do grupo Cevar, o Micale é mais um passo no processo de expansão e profissionalização do grupo que tem crescido ao lado do crescimento do turismo no Estado nos últimos anos. “O turismo é essencial para nosso mercado, mas nunca deixamos também de ter como foco o cliente alagoano, que é o responsável direto por nosso crescimento”, diz Nado, sem jamais esquecer do público local que o acompanha desde o tempo da abertura da modesta galeteria Galetos e Assados, em 1996, na então Avenida Jatiúca.