Economia
Dólar tem leve baixa ante real com menos chances de alta de juros nos EUA
Moeda recuou 0,05 por cento, a 3,1741 reais na venda
O dólar encerrou a sexta-feira em leve queda ante o real, após um dado de inflação mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos esfriar as apostas para nova alta de juros no país neste ano.
Ao longo da sessão, no entanto, os investidores monitoraram os cenários externo, em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, e interno, com as discussões sobre a meta fiscal.
O dólar recuou 0,05 por cento, a 3,1741 reais na venda. Na semana, acumulou alta de 1,56 por cento, interrompendo uma sequência de cinco quedas semanais consecutivas.
Na mínima da sessão, marcou 3,1557 reais e, na máxima, 3,1816 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,05 por cento.
"O dólar deu uma corrigida nos últimos dias e a inflação dos EUA favoreceu uma realização, mas com o final de semana, o investidor prefere não ficar vendido", resumiu um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.
Nos últimos três pregões, o dólar havia acumulado alta de 1,61 por cento e, nesta sexta-feira, abriu espaço para corrigir após o dado norte-americano. O movimento, entretanto, perdeu força nos minutos finais da sessão.
O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1 por cento no mês passado, abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, de alta de 0,2 por cento. O resultado sinaliza inflação benigna que pode levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a ser cauteloso sobre a elevação das taxas de juros novamente neste ano.
O dólar recuava cerca de 0,40 por cento frente a uma cesta de moedas, perdendo terreno também ante divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.
Juros maiores nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.
Ainda no exterior, as ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte mantiveram a luz amarela entre os investidores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu novo aviso aos norte-coreanos nesta sexta-feira, afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas.
"As ameaças entre Washington e Pyongyang sobem de tom e, na ofensiva, mantém os mercados em modo de alerta", resumiu a corretora Guide em relatório.
Internamente, os investidores seguiram de olho nas negociações para a mudança da meta fiscal deste e do próximo ano.
Mais lidas
-
1Até 25 de outubro
BRK está com vagas abertas para diferentes áreas na Região Metropolitana de Maceió
-
2Itapecerica da Serra
Mulher é estuprada após sair em van clandestina de Alagoas para São Paulo
-
3Ilha Comprida
Richarlison acusa perda de ilha em Angra para Flávio Bolsonaro e cobra investigação da PF
-
4Turismo de luxo
Nativos são expulsos do Litoral Norte
-
5Crise?
Lucas Guimarães perde tudo no SBT e promove demissão em massa nos bastidores




