Economia
Dólar fecha em queda nesta sexta-feira, a R$ 3,10
Na semana, o dólar caiu 0,46%. No mês e no ano, há recuo acumulado de 1,33% e 4,32%, respectivamente
A moeda caiu 0,66%, a R$ 3,1092 na venda, o menor patamar desde outubro de 2016.
Na semana, o dólar caiu 0,46%. No mês e no ano, há recuo acumulado de 1,33% e 4,32%, respectivamente.
A queda do dólar foi limitada, no entanto, pelas incertezas após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que deve anunciar em breve algo "fenomenal" em termos de impostos. No Brasil, a cautela em relação ao cenário político também segue sob as atenções do mercado.
Cenário externo"Os dados da China animaram os emergentes, que deixaram Trump (presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) um pouco de lado", resumiu à Reuters um operador de câmbio de uma corretora local.
Segundo a agência, a China apresentou dados comerciais melhores do que o esperado para janeiro, uma vez que a demanda acelerou tanto no país quanto no exterior, início encorajador de 2017 mesmo que os exportadores asiáticos estejam se preparando para um aumento do protecionismo por parte dos Estados Unidos.
As exportações em janeiro avançaram 7,9% sobre o ano anterior, bem melhor do que o esperado por analistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 3,3%.
No BrasilProfissionais também comentaram que viram fluxo de ingresso de recursos no Brasil nesta sessão, o que ajudou no movimento de baixa do dólar, ainda segundo a Reuters.
"A perspectiva de fluxo estrangeiro é um dos pilares que nos ajuda a explicar um novo dia de baixa. Ontem, projeções do IBGE apontavam safra recorde para 2017, algo que reforça tal expectativa", comentou a corretora Guide Investimentos em relatório.
De olho no BCMais uma vez, o Banco Central não anunciou qualquer interferência no câmbio.
"A balança chinesa é a variável nova do mercado, mas não significa que seus efeitos vão durar o dia todo. O mercado está ansioso por um posicionamento do Banco Central sobre o swap", disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, à Reuters.
Ele se referia ao fato de o BC brasileiro não ter dado sinalização sobre a rolagem dos contratos de swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - de março, equivalentes a cerca de US$ 7 bilhões.
Essa expectativa pela atuação do BC pode conter o movimento de baixa do dólar nesta sessão, da mesma forma que a cautela com a cena política doméstica.
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