Ciência e Tecnologia
Vídeo: Sinpete Nacional 2026 encerra edição histórica na Ufal com mais de 200 escolas e participação de todo o país
Evento transformou o Campus A.C. Simões em uma “cidade da ciência”, ampliou a integração entre escola e universidade e destacou o protagonismo feminino e juvenil na pesquisa científica
A 5ª edição da Semana Institucional de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação (Sinpete Nacional 2026) foi encerrada na sexta-feira (30), no Campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de popularização da ciência do estado. Com o tema “Ciência Delas – Mulheres e Juventudes nas Ciências: inovação, empreendedorismo e futuros que se constroem”, o evento reuniu estudantes, professores, pesquisadores e instituições de todas as regiões do país.
Durante cinco dias, a Ufal se transformou em uma verdadeira “cidade da ciência”, mobilizando não apenas o pavilhão principal do evento, mas também 14 unidades acadêmicas do campus, que abriram laboratórios, promoveram oficinas, visitas guiadas, apresentações científicas, palestras e atividades voltadas para estudantes da educação básica, ensino superior e público em geral.
Segundo a coordenadora-geral da Sinpete, professora Vera Pontes, a edição de 2026 representou um marco na história do evento ao assumir caráter nacional pela primeira vez. “Não só mobilizamos o estado de Alagoas, como também outros estados. Tivemos participação direta ou indireta das 27 unidades federativas do país e alcançamos cerca de 80% dos municípios alagoanos, do litoral ao sertão”, destacou.
A programação contou com 64 estandes da educação básica e 32 da educação superior, além de espaços temáticos como a Arena Kids e a Arena Cultural. Entre os destaques estiveram projetos desenvolvidos por crianças e adolescentes, demonstrando que a produção científica pode começar ainda nos primeiros anos da formação escolar.
Um dos exemplos citados pela coordenação foi a participação de crianças da educação infantil apresentando pesquisas sobre temas como a força dos ímãs e a importância da água. Para Vera Pontes, iniciativas como essa mostram que “a ciência se faz desde o berço”.
Participação de toda a universidade
A edição deste ano também se destacou pela ampla adesão das unidades acadêmicas da Ufal. Campi de Maceió, Rio Largo e Delmiro Gouveia participaram ativamente da programação, promovendo eventos satélites e abrindo seus espaços para visitação.
Áreas como Computação, Física, Geografia, Enfermagem, Ciências Sociais e diversas outras integraram a agenda científica da semana, reforçando a proposta de aproximar a produção acadêmica da sociedade.
A mobilização foi organizada por meio de uma Rede de Articuladores formada por representantes das unidades acadêmicas, responsável por ampliar a participação de professores, pesquisadores, estudantes, laboratórios e projetos da universidade.
Jovens cientistas premiados
Entre as histórias celebradas durante o encerramento esteve a dos estudantes Davi e Amanda, da Escola Estadual Rosalvo Lobo, localizada no bairro da Jatiúca, em Maceió.
Os alunos conquistaram o terceiro lugar entre os melhores projetos da mostra nacional e também receberam o primeiro lugar no Prêmio InovaEDU, voltado para pesquisas inovadoras.
Para Davi, a Sinpete representa uma oportunidade de incentivar estudantes da rede pública a acreditarem em seus sonhos. “A gente pode realizar tudo o que quer independentemente de onde veio. Estudar, acreditar no próprio potencial e persistir faz toda a diferença”, afirmou.
Amanda destacou a importância da presença feminina na produção científica e ressaltou que os espaços acadêmicos também pertencem aos estudantes da escola pública. “As meninas precisam acreditar que podem ocupar esses espaços. A ciência muda vidas e precisa ser cada vez mais acessível para todos”, disse.
Aproximação entre escola e universidade
Outro aspecto ressaltado durante o encerramento foi o impacto da Sinpete na aproximação entre a educação básica e o ensino superior. Mais de 200 escolas passaram pelo campus ao longo da semana, permitindo que milhares de estudantes conhecessem laboratórios, projetos de pesquisa e possibilidades de formação acadêmica.
Para o estudante universitário Edgelson, que atua como monitor do evento desde 2024, a iniciativa fortalece o interesse dos jovens pela ciência e pela universidade pública. “É muito importante ver a universidade de portas abertas para a sociedade alagoana. Muitos alunos são premiados aqui ainda na educação básica e depois retornam à universidade como estudantes do ensino superior. Isso mostra a força transformadora da educação”, afirmou.
Com o encerramento da edição de 2026, a organização já confirmou a realização da próxima Sinpete para outubro de 2027.
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