Ciência e Tecnologia
Golpe oferece possibilidade de "clonar" WhatsApp de amigos
Depois de receber o link, usuário é redirecionado a um site onde pode assistir a dois vídeos
Mais um golpe para WhatsApp foi descoberto nesta semana. De acordo com a empresa de segurança ESET, a falsa promessa agora é oferecer a possibilidade de “clonar” mensagens de terceiros. Como acontece na maioria das vezes, o objetivo é bastante diferente: inscrever o usuário em um serviço pago de mensagens que é descontado de seus créditos ou de sua conta pós-paga.
Depois de receber o link, o usuário é redirecionado a um site onde pode assistir a dois vídeos. O primeiro deles, reproduzido automaticamente, explica como realizar a clonagem apenas com o número da conta de um usuário. Em seguida, o apresentador afirma que vai clonar o WhatsApp de sua própria esposa.
Para assistir ao restante, o usuário deve, então, escolher entre duas opções: “ver online” ou “baixar”. Clicando em qualquer uma delas, uma barra de carregamento parece estar sendo preenchida, dando a impressão de que o processo é real.
Depois disso, aparece uma mensagem com o botão “Liberar”. O usuário deve compartilhar o link com seus contatos para acessar o recurso. Depois disso, ao clicar no botão “Clonar WhatsApp!”, ele se depara com uma mensagem de erro e é apresentado a um novo vídeo.
O vídeo mostra como solucionar o problema e orienta a pessoa a apertar o botão “G +1”, que funciona como um “like”, mostrando aos contatos a aprovação a respeito da página. Em seguida, para mostrar que não é um robô, o usuário deve preencher um cadastro. Trata-se da inscrição em um serviço pago de SMS Premium.
“O WhatsApp, bem como as redes sociais, tem sido alvo frequente dos cibercriminosos por conta da sua alta penetração. No entanto, vale reforçar que esses serviços prezam pela confidencialidade do usuário. Além disso, ter soluções proativas de segurança instaladas no computador e no smartphone, como anti-malware e filtragem de conteúdo web/anti-phishing, ajudam a evitar esse tipo de golpe”, explica Camillo Di Jorge, Presidente da ESET.
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