Cidades

“Pensar em Soft Skills é visualizar um time de alta performance”

Analista de carreira do IEL diz que, além da qualificação, recrutadores observam aptidões pessoais

04/01/2022 07h26
“Pensar em Soft Skills é visualizar um time de alta performance”
Reprodução - Foto: Assessoria
Com o passar dos anos o mercado de trabalho fica mais competitivo. Surgem cada vez mais alunos especializados e novos requisitos para preencher as vagas de estágio. Atualmente, existem inúmeros instrumentos informatizados que são utilizados como ferramenta de trabalho. Por mais modernos que sejam, existem competências que apenas os seres humanos são capazes de desempenhar. A maioria são históricas, no âmbito pessoal e profissional, que formam a estrutura da personalidade, o conjunto comportamental, e que recebe o nome de Soft Skills. Francine Ferro, analista de carreiras do Instituto Euvaldo Lodi de Alagoas (IEL/AL), é a entrevistada do TH Entrevista desta semana e fala sobre como funciona o Soft Skills. Essas qualificações são observadas pelos recrutadores e contam como diferenciais competitivos, juntamente com os aspectos técnicos (cursos, formações, estudos). Na prática, o que importa é o conjunto da técnica e das aptidões pessoais. Pensar em Soft Skills é visualizar um time de alta performance com conhecimentos e inteligência emocional, tendo habilidades que tanto podem ser naturais ou desenvolvidas ao longo do tempo, por meio dos aspectos comportamentais, mentais, emocionais e sociais. “As pessoas são contratadas pelo perfil técnico e são demitidas pelo perfil comportamental. O Soft Skills traz as habilidades que as empresas necessitam, sendo um conjunto comportamental que agrega valor ao estagiário e ao trabalhador. Uma coisa é fazer uma triagem curricular e ver que o aluno possui conhecimentos técnicos em Word, Excel e CorelDraw, e outra é a parte do desenvolvimento de uma boa comunicação, que faz toda diferença no mercado de trabalho”, detalhou Francine Ferro, analista de carreiras do IEL/AL. Muitas vezes, essas características sequer são percebidas pela pessoa que as apresenta. Numa entrevista de emprego algumas perguntas são clássicas, como: “Quem é você?” ou “Quais as suas maiores habilidades?” ou até “Fale sobre você!”, geralmente deixa o candidato tímido, sem saber o que falar. “Conhecer suas capacidades é uma grande virtude para o sucesso pessoal e profissional. Com um bom nível de autoconhecimento, uma pessoa pode reconhecer suas habilidades emocionais e utilizá-las a seu favor. Isso começa desde a construção do currículo, e perdura por todo o processo seletivo, principalmente diante do desempenho durante as suas atividades de estágio ou trabalho”, destaca. https://youtu.be/bycKeEN15-Y