Cidades
Trens podem deixar de circular em Maceió
Com privatização em andamento, situação na capital é ainda pior devido aos danos causados pela mineração da Braskem

Além de todos os danos já causados pela Braskem ao meio ambiente e a milhares de famílias maceioenses, novos e enormes prejuízos poderão surgir com a possibilidade de extinção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em Alagoas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Estado (Sinfeal), Ademar Passos alertou que a CBTU vem enfrentando processo de privatização e os danos causados à linha férrea pela Braskem dificultam ainda mais a situação. “Parte da linha férrea da nossa cidade encontra-se interditada por causa da Braskem. Ninguém vai querer comprar. Hoje, esse é mais um problema para os ferroviários e para a população de Maceió”.
A CBTU possui mais quatro unidades no País, além de Maceió: Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Belo Horizonte (MG), onde os ferroviários entraram em greve na quinta-feira (23), em protesto contra a privatização da estatal. Os trens, inclusive, os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), em Alagoas, fazem atualmente a linha Maceió, Satuba e Rio Largo, cobrando o valor de R$ 2,50 pela passagem e atendendo, principalmente, à população que não dispõe de poder aquisitivo para pagar preços mais elevados com transporte.
Conforme o presidente Ademar Passos, os usuários do sistema de trens de Maceió, em sua maioria são profissionais como, comerciários e porteiros que já vêm sendo bastante prejudicados com a interrupção de um trecho da linha férrea, que vai do Bairro do Mutange ao Bom Parto. “Essa população tem sido penalizada. Antes da obstrução da linha, esses usuários do transporte pegavam o trem direto até Maceió, agora eles precisam enfrentar uma baldeação. Isso provoca atrasos no tempo de chegada ao destino, e muito cansaço físico em quem precisa utilizar o transporte”, afirmou Passos.
O presidente disse também que, anteriormente aos problemas causados pela Braskem, o sistema de trens da capital alagoana transportava cerca de 20 mil pessoas. “Hoje transportamos três mil pessoas. Os 17 mil passageiros restantes acabam também contribuindo para afetar ainda mais o trânsito caótico da cidade, já que migraram para o transporte terrestre”.
Na quinta-feira (23), ferroviários de Maceió realizaram um protesto contra os danos causados pela Braskem, e aproveitaram o momento para cobrar que a empresa química compensasse o estrago causado, com a construção de uma nova linha férrea.
Passos disse que já existe um estudo para a implantação da nova linha, que foi apresentado à Braskem, mas que a empresa não demonstrou interesse em atender ao pleito. “Nós já solicitamos o acompanhamento do caso, ao Ministério Público Federal, que deve agendar uma primeira reunião brevemente. Uma outra reivindicação nossa, é para que o Sinfeal participe das negociações, representando a categoria e também a população atingida com a queda na qualidade do transporte por conta dos danos da Braskem”.
Mais lidas
-
1Vingança e mistério!
'Cuspirei em Seus Túmulos' é a nova série colombiana que todo mundo está assistindo
-
2Roteiro
Duas pessoas ficam gravemente feridas após acidente com lancha na Praia do Gunga
-
3Tarde de sábado
Acidente com lancha na Praia do Gunga deixa menino morto e homem gravemente ferido
-
4Lagoa da Anta
'Se empreendimento não levar em conta impactos de vizinhança, essa parte de Maceió vai virar Gaza'
-
5Reformulação
CSA aumenta lista de dispensas e procura atletas