Cidades

Sindicato dos Correios denuncia ordem para não entregar encomendas antigas

De acordo com presidente do SINTECT-AL, superintendência de Alagoas ordenou que apenas encomendas recentes sejam entregues nas residências

Por Thayanne Magalhães 08/10/2020 13h54
Sindicato dos Correios denuncia ordem para não entregar encomendas antigas
Reprodução - Foto: Assessoria
  Matéria atualizada às 14h47 para inclusão de nota dos Correios O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL), Alysson Guerreiro, recebeu diversas denúncias de clientes dos Correios afirmando que o superintende em Alagoas, Edmilson Bezerra, ordenou que fossem suspensas as entregas das encomendas acumuladas da greve. De acordo com as denúncias, os carteiros devem realizar apenas as entregas de encomendas novas. "Isso prejudica os clientes que estão com as suas encomendas atrasadas desde a greve", afirmou Alysson Guerreiro. O presidente do SINTECT-AL explica que,  todo ano, após a greve, os carteiros se esforçam para colocar os serviços em dia. "A gente entrega as encomendas antigas, de antes das greves e as que vão chegando também. Vamos colocando o serviço em dia. Só que hoje a superintendência ordenou que essas encomendas, que chegaram no período da greve não, sejam entregues nas residências", afirma. "A gente se preocupa com o cliente, pois muitas nos pacotes existem remédios ou produtos necessários para a empresa do cliente funcionar. E muitas vezes o cliente acha que é o carteiro que está demorando para fazer essa entrega, mas não é. A ordem da superintendência é que essas encomendas permaneçam nos galpões dos Correios", continuou. Alysson Guerreiro não sabe qual será a alternativa para que os clientes recebam suas encomendas de antes da greve. "Não sabemos se a população deverá buscar nas agências, o que no nosso entendimento isso é errado, porque o cliente pagou para receber as encomendas em casa", concluiu. O portal Tribuna Hoje entrou em contato com a assessoria dos Correios em Alagoas, que enviou nota de esclarecimento, confira ela abaixo na íntegra. Nota "Quanto à interrupção de entrega ou priorização de regiões por determinação da gestão, a afirmação do sindicato não procede: as atividades de distribuição têm sido realizadas de acordo com os normativos que regem o serviço postal, sem qualquer favorecimento a localidades ou serviços específicos. O serviço de entrega de correspondências foi integralmente retomado, assim como as demais atividades dos Correios, após a paralisação parcial que durou 35 dias. Em razão do acúmulo de objetos, a empresa tem adotado medidas visando à normalização de suas operações, o que inclui contratação de mão de obra temporária e a realização de mutirões aos fins de semana. Lamentamos que essas informações estejam sendo deturpadas pela entidade sindical, que insiste em disseminar inverdades, na tentativa de desqualificar a ação dos Correios, que preza pela qualidade dos seus serviços, em respeito aos clientes e à população. Os Correios seguem empreendendo todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa."