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Caso Marco Furlan ganha nova versão após suposto 'apagão'

Defesa do ex-ator da Globo contesta pontos da investigação e afirma que ele teve lapsos de memória durante a noite do episódio

Por Uai 14/08/2026 16h23
Caso Marco Furlan ganha nova versão após suposto 'apagão'
Marco Furlan é citado em investigação que ganhou uma nova versão apresentada por sua defesa - Foto: Reprodução/Redes sociais

Marco Furlan, que integrou o elenco da série "Aline", da Globo, foi indiciado por estupro de vulnerável após ser encontrado sem roupas próximo a uma criança de 5 anos em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O ator nega a acusação, enquanto sua defesa questiona a condução da investigação e apresenta uma versão diferente para os acontecimentos daquela noite.

Segundo a advogada Graciele Queiroz, Marco havia consumido bebida alcoólica durante a festa e teria sido chamado pela prima, aniversariante do evento, para entrar na residência. Conforme o relato da defesa, os dois teriam mantido uma relação sexual e, durante o episódio, Marco passou mal. A advogada afirma ainda que a mulher o ajudou a chegar ao banheiro.

A partir desse momento, porém, Marco afirma não ter lembranças do que aconteceu. De acordo com sua defesa, ele sofreu lapsos de memória e só teria recuperado a consciência quando acordou próximo à criança. A advogada também defende que um exame toxicológico deveria ter sido feito para esclarecer as condições em que ele se encontrava naquela ocasião.

Outro ponto contestado pela defesa é uma informação atribuída a Marco no boletim de ocorrência, segundo a qual ele teria confundido a criança com a namorada. Graciele nega que essa declaração tenha sido dada pelo ator e afirma que pretende solicitar imagens relacionadas à atuação dos policiais. O documento, entretanto, registra que os agentes não utilizavam câmeras corporais.

Marco teve uma participação na televisão antes do caso. Em "Aline", série exibida pela Globo em 2011, ele interpretou Heitor, personagem apresentado na época como o "homem perfeito" que movimentava a relação entre os protagonistas.

No processo atual, a família da criança é representada pela advogada Maria Fernanda Mituo, que afirma que as apurações continuam. A criança ainda deverá ser ouvida, enquanto novos resultados de exames são aguardados. O primeiro laudo não apontou lesões visíveis, mas a defesa da família ressalta que esse resultado não elimina, por si só, a possibilidade de ocorrência do crime investigado.

Marco Furlan permanece negando a acusação. A defesa também afirma que a prima não confirmou à polícia ter mantido relação sexual com ele e pretende contestar outros elementos do caso. Enquanto as versões apresentadas são analisadas, a investigação segue em andamento para esclarecer o que ocorreu naquela noite. A criança deve ser preservada ao longo do procedimento, e caberá às autoridades reunir as provas necessárias para determinar os fatos.