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Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado

Cleber Rosa de Oliveira disse à polícia que matou Daiane Alves de Souza após uma discussão acalorada, de acordo com a TV Anhanguera. Ele e o filho foram presos por homicídio

Por G1 29/01/2026 13h34
Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado
Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar ter matado a corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas - Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

O síndico do condomínio de Caldas Novas onde a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, havia desaparecido há mais de um mês, confessou o homicídio e levou a polícia a uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás, onde deixou o corpo, de acordo com apuração da repórter Ludmilla Rodrigues, da TV Anhanguera. Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (28).

Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, além de Cleber, também foi preso o seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de ter participado do crime. O porteiro do prédio onde Daiane morava e foi vista pela última vez, foi conduzido coercitivamente, para prestar esclarecimentos. A corretora também cuidava de apartamentos da família no condomínio.

Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para checar o desligamento de energia de seu apartamento. Ela e o síndico tinham um histórico de brigas e denúncias que envolveram perseguição, interrupções de energia e agressão, de acordo com a PC.

Em nota enviada ao g1 , nesta quinta-feira (29), a defesa de Cleber e de Maicon Douglas, afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que há um compromisso do síndico em contribuir com as autoridades. Os advogados afirmaram, ainda, que não há qualquer envolvimento do filho na morte de Daiane. Leia a íntegra da nota ao final da reportagem

Síndico do prédio onde corretora desapareceu em Caldas Novas é preso


Segundo a TV Anhanguera, o corpo da Daiane foi abandonado pelo síndico a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e Pires do Rio. O Corpo de Bombeiros participou do trabalho de retirada dos restos mortais da corretora, que estavam em uma área de barranco.

De acordo com a Polícia Civil, o síndico disse que agiu sozinho e que cometeu o crime após ter tido uma discussão acalorada com ela, no dia 17 de dezembro, quando ela desapareceu.

Cleber contou à polícia que saiu sozinho do condomínio, dirigindo a sua picape, após colocar o corpo de Daiane na carroceria. A polícia já tem as imagens de câmeras de segurança que mostram ele saindo do prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento, embora ele tenha afirmado, no primeiro depoimento, que ele não havia saído do local naquela noite.

Histórico de conflitos


Cleber e Daiane tinham um histórico de conflitos que, segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), teve início em novembro de 2024, quando ela teria alugado um apartamento da sua mãe, no condomínio, para duas famílias de turistas. No total, nove pessoas se hospedaram na unidade, número acima do permitido pelas regras condominiais.

Daiane era responsável por cuidar dos apartamentos da família no condomínio, localizado no bairro Thermal. Os imóveis eram alugados por temporada.

De acordo com a denúncia do MPGO, entre fevereiro e novembro de 2025 Cleber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane por meio de vários atos, como, por exemplo, monitoramento constante e perturbação das suas atividades profissionais e pessoais, atingindo a sua liberdade e privacidade.

Leia a íntegra da nota da defesa de Cleber e Maicon Douglas:

"O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas.

Ressalte-se que o Sr. Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda a realização da audiência de custódia.

Além disso, a defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza".