Cidades

4 de Janeiro de 2018 08:31

Tarifa de ônibus em Maceió pode chegar a R$ 3,80

Segundo Sindicato dos Rodoviários, empresários querem reajuste de 9%

↑ Rodoviários dizem que empresas deveriam ter demanda suficiente para cobrir custos, mas há desequilíbrio (Foto: Adailson Calheiros)

A tarifa de ônibus em Maceió pode chegar a R$ 3,80. Esta foi a informação repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Alagoas (Sinttro) à reportagem do jornal Tribuna Independente. Segundo a entidade, os empresários devem pedir um reajuste de 9%.

O presidente do Sinttro, Sandro Régis, afirmou que as negociações devem ser iniciadas nos próximos dias, mas, segundo ele, o reajuste não afeta diretamente a categoria. “Segundo informações extraoficiais eles protocolaram um pedido na SMTT de 9%. Para a categoria, os benefícios independem do aumento da tarifa. Esse aumento serve para repor custos das empresas, aí entra aquela discussão de aumento de salário, mas isso não quer dizer muita coisa para nós, só serve para justificar o aumento da tarifa”.

Mas segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb), os valores referentes a custos ainda estão sendo calculados. A previsão é de que até sexta-feira (5) a proposta seja encaminhada à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

“O reajuste está previsto em licitação para janeiro. O pedido de reajuste ainda será protocolado. O Sinturb ainda está calculando os dados de dezembro. O presidente informou que até sexta-feira passa a confirmação do pedido protocolado”, disse o Sinturb por meio de assessoria de comunicação.

Em nota, a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) informou à reportagem que a SMTT já foi procurada pelos empresários e que uma reunião será agendada para iniciar as tratativas acerca do reajuste da tarifa de transporte público em Maceió.

“A SMTT já foi notificada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) para discutir o reajuste da tarifa de ônibus. O órgão vai agendar uma reunião com os empresários para debater o tema”, diz a nota.

No entanto, o presidente do Sinttro, garantiu que existe uma reunião marcada para a próxima semana, mas não soube afirmar se haverá a participação dos rodoviários.

“A informação que eu obtive é de que vai haver uma reunião no dia 9 de janeiro para discutir essa questão de tarifa, o Sinttro não foi avisado e acho que não foi avisado o Conselho Municipal de Transporte, porque o Sindicato faz parte do Conselho e não foi avisado. Acho que a reunião é entre empresários e SMTT. Agora é aguardar o desfecho. O Brasil inteiro está corrigindo as tarifas. No meu ponto de vista é outra irresponsabilidade do poder público porque isso já era para estar sendo discutido com a sociedade, mas fica todo mundo sem saber de nada e depois é pego de surpresa, é complicado”, reclama Sandro Régis.

CRÍTICAS

Em meios a versões divergentes, o representante dos rodoviários criticou a possibilidade de um novo reajuste. Para ele, o valor atual de R$ 3,50 está num ‘patamar alto’.

“Aumentar mais isso aí [tarifa] está errado. Tem que organizar o transporte. As empresas deveriam ter a demanda suficiente para cobrir os custos, o que ocorre é um desequilíbrio na quantidade de passageiros. A tarifa já está num patamar alto, uma das mais caras do país, francamente”, pontuou.

Em São Paulo a tarifa oi reajustada para R$ 4,00, o que para Sandro Régis não deveria ser repetido em Maceió. Segundo ele, deve haver um reforço no combate aos transportes clandestinos na capital.

“O que tem que ser feito, na nossa avaliação, é uma organização no sistema de transporte clandestino, aí sim a população ia ter uma tarifa com condições de ser paga. Porque a tarifa de Maceió ela já está cima de um preço normal, já está sobrecarregando a população, e infelizmente não há compromisso com o povo, vai se permitindo que taxistas, que clandestinos façam lotação e vai precarizando o sistema e as empresas ficam no sufoco, porque tem que manter os ônibus na rua. O transporte clandestino só roda no horário de pico que seria o horário da empresa tirar o prejuízo”, destacou Sandro Régis.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

Comentários

MAIS NO TH