Turismo
Na rota de Cidades Coloniais, Água Branca conserva prédios históricos
O segundo destino do roteiro turístico Cidades Coloniais de Alagoas, no Alto Sertão, Água Branca conserva em sua região central igrejas, casarios, a Praça de Nossa Senhora do Rosário e a Praça da Matriz, além da casa do Barão de Água Branca.
Fundada no século XVII a partir de sesmarias, sobretudo, através da ligação com os irmãos portugueses da família Vieira Sandes, que dominaram a região com fazendas de gado, a cidade oferece aos visitantes uma verdadeira imersão na história do Nordeste.
Um dos lugares mais visitados da cidade, a casa do Barão de Água Branca, nome de Joaquim Antônio de Siqueira Torres (1808–1888), que foi um influente político e grande fazendeiro do Alto Sertão, tornou-se um marco histórico na região. Tendo recebido o título nobiliárquico de D. Pedro II em 1879 por financiar a construção da Igreja Matriz local, sua história e a de sua esposa, a Baronesa Joana Vieira Sandes, são marcas fundamentais da história. Ele é lembrado por consolidar a presença da família Siqueira Torres no sertão nordestino e por seu prestígio junto ao Império. O local foi palco de um audacioso assalto do bando de Lampião e hoje é um patrimônio destinado a abrigar o acervo histórico e cultural local.
Além disso, a cidade possui uma das arquiteturas coloniais mais bem preservadas do estado de Alagoas, sendo um marco na interiorização e ocupação do semiárido nordestino.
O centro histórico, por exemplo, com suas ruas irregulares, abriga praças coloniais tradicionais, com destaque para a Praça da Matriz e a charmosa Capela de Nossa Senhora do Rosário, conhecida como “Igrejinha do Rosário”, data de 1770 e é considerada a primeira igreja construída no município.
A igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, construída em 1871 pelo Barão de Água Branca, destaca-se por sua fachada e rica decoração barroca e neoclássica, além de ser considerado um dos templos religiosos mais bonitos do sertão alagoano, por apresentar uma arquitetura imponente muito bem preservada e com pinturas detalhadas no teto. Por fim os casarios coloniais da Praça Fernandes Lima, com o calçamento e as fachadas históricas ao redor da praça, que compõem o conjunto arquitetônico tombado a nível municipal pela Lei Municipal número 447/71.
Mas além do contexto colonial, a cidade serrana é cercada pela natureza do Alto Sertão, abrigando sítios geológicos, grutas, trilhas e cachoeiras, como a do Vai e Vem, a maior atração do município, que possui piscinas naturais, águas de coloração escura, quedas d’água para banho e uma trilha de fácil acesso, e a do Quebra-Cabeça, localizada na divisa com Pariconha, sendo excelente para banho, pois oferece um “tobogã natural” nas pedras.
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