Turismo
Instância dos Quilombos passa a ser reconhecida como Região Turística Serras e Quilombos
Fortalece ainda a região Serras e Quilombos, entre os rios Paraíba, Mundaú e São Miguel
Nas montanhas verdes do interior de Alagoas, na Zona da Mata, existe um destino onde a natureza respira forte, a cultura pulsa nas comunidades e o tempo parece caminhar mais devagar. Inserida na região Instância dos Quilombos, a rota, que abrange municípios como Ibateguara, Tanque d’Arca, Mar Vermelho, Viçosa, Flexeiras, Paulo Jacinto, Atalaia, Maribondo, Capela, Murici, Cajueiro, União dos Palmares, São José da Laje, Chã Preta e Quebrangulo, e que revela um território marcado pelo equilíbrio entre belezas naturais, tradição e autenticidade, ganha uma uma nova denominação.
Um marco importante fortalece ainda mais essa construção regional. A Instância de Governança Região dos Quilombos passou, a partir de 30 de abril de 2026, a ser oficialmente reconhecida pelo Ministério do Turismo como Instância de Governança da Região Turística Serras e Quilombos. A conquista é resultado de uma reivindicação protocolada de forma estratégica e agora validada pelo Governo Federal, consolidando o território dentro das políticas nacionais de regionalização do turismo.
Esse movimento ganha ainda mais força com a chegada e o retorno de municípios ao Mapa do Turismo Brasileiro, ampliando a diversidade de experiências e consolidando a identidade regional. Flexeiras ressurge como um importante destino, destacando-se pelo Museu da Mata Atlântica catalogado, pelo Santuário do Amor Divino e pela Trilha do Rio Bonito — atrativos que reforçam seu potencial ecológico e religioso.
Atalaia também se reposiciona no cenário turístico com seu famoso caldinho e dua igreja, valorizando seus recursos naturais e ampliando as opções de lazer na região. Dentro desse contexto, o município desponta como um dos principais polos culturais e criativos da região. A cidade se destaca pela força de sua gastronomia regional, rica em sabores que traduzem a identidade do povo e, sobretudo, pela tradição da arte em barro — um patrimônio vivo que atravessa gerações.
Os chamados “fazedores de arte” são protagonistas dessa história. Nomes como Sil, Nena de Capela, Irailda, Adriano e João das Alagoas representam a essência de uma produção artesanal que não apenas molda o barro, mas também preserva memórias, crenças e modos de vida. Suas peças carregam a alma do território e projetam Capela como referência no artesanato alagoano. Somando-se a esse cenário cultural, a arte naif também encontra espaço de destaque por meio de Tânia de Maia Pedrosa Moreira, artista que construiu um legado pautado na sensibilidade, nas cores e na valorização do cotidiano nordestino. Sua obra transcende gerações e reafirma o potencial artístico da região.
Esse movimento de valorização cultural e turística ganha ainda mais força com a atuação da primeira-dama e secretária de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico de Capela, Karina Albuquerque. Reconhecida como um dos pilares da atual gestão, Karina tem desempenhado papel estratégico na promoção do município, fortalecendo políticas públicas voltadas ao turismo sustentável, à economia criativa e à valorização dos artistas locais. Ao lado do prefeito Thiago Medeiros, sua atuação consolida Capela como um destino que alia desenvolvimento e identidade, contribuindo diretamente para o fortalecimento da regionalização do turismo em Alagoas.
Já Paulo Jacinto se prepara para integrar oficialmente o mapa, sendo reconhecida como a terra do Baile da Chita, expressão cultural marcante que traduz tradição, identidade e celebração popular.
Quebrangulo, por sua vez, retorna com força ao contexto regional, sendo terra de importantes referências como Graciliano Ramos e a Nega da Costa, além de movimentos culturais que mantêm viva a identidade local. O município abriga ainda a Nordesta, exemplo de sustentabilidade e desenvolvimento consciente, e está inserido em um importante corredor ambiental que inclui a Reserva Biológica da Pedra Talhada.
A região também se fortalece por meio de importantes áreas de preservação ambiental, como a Estação Ecológica de Murici, um dos mais relevantes remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste. Além da conservação da biodiversidade, esse patrimônio natural amplia as possibilidades para atividades como observação de aves, pesquisa científica e experiências voltadas ao turismo de natureza em toda a região.
Cortando esse território de serras e tradições, três importantes rios — Paraíba, Mundaú e São Miguel — desenham a paisagem e dão ritmo à vida na região. Suas águas não apenas moldam o relevo, mas também alimentam histórias, sustentam comunidades e conectam destinos, criando cenários propícios para experiências que integram natureza, cultura e identidade.
Para o secretário de Cultura e Turismo de Tanque D´Arca, Helvio Peixoto, um dos maiores defensores da regionalização do turismo ``Mais do que um conjunto de destinos, as serras de Alagoas representam um modo de viver. Um território onde a simplicidade se transforma em riqueza, a hospitalidade é marca registrada e a cultura é vivida no cotidiano. Afinal nessas serras e quilombos é onde a natureza inspira, a história acolhe e a cultura vive´´, afirma ele.
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