Turismo
Aeroporto de Maragogi impulsiona economia e acende alerta para valorização imobiliária no Litoral Norte
Com investimento de R$ 400 milhões, novo terminal deve ampliar o turismo, atrair empresas e acelerar o crescimento do mercado imobiliário na região
O novo aeroporto de Maragogi já começa a impactar a economia antes mesmo de entrar em operação completa. A chegada dessa infraestrutura pode transformar o Litoral Norte de Alagoas em um novo polo de crescimento, com aumento do turismo, geração de empregos e valorização acelerada do mercado imobiliário. Um movimento já observado em outras regiões do Brasil que passaram por mudanças semelhantes.
Com investimento de cerca de R$ 400 milhões, o Aeroporto Costa dos Corais deve iniciar operações ainda neste primeiro semestre, inicialmente com voos de pequeno e médio porte. A expectativa é reduzir o tempo de acesso à região, hoje dependente do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, e ampliar significativamente o fluxo de visitantes.
Para especialistas do setor, o impacto vai muito além do turismo. “Um aeroporto gera desenvolvimento em toda a cadeia econômica. Estamos falando de novos empregos, chegada de empresas, expansão da rede hoteleira e crescimento do mercado imobiliário”, explica Lauro Braga, diretor da Jarvis Imobiliária.
Segundo ele, a movimentação tende a ser ainda mais intensa com a estrutura logística prevista para o terminal. “Além de passageiros, o aeroporto também pode operar cargas, o que atrai grandes empresas e cria um ambiente favorável para negócios. Já existe, inclusive, a perspectiva de um hub logístico com conexão ao Porto de Suape, em Pernambuco”, destaca.
Esse efeito cascata impacta diretamente o setor imobiliário. Com o aumento da demanda, cresce também a procura por hospedagens, imóveis residenciais e empreendimentos comerciais. Dados do próprio governo apontam que a região já conta com mais de 20 novos hotéis em construção para atender à futura demanda turística.
O histórico de outras cidades brasileiras reforça esse cenário. Destinos como Porto Seguro, Cabo Frio e, mais recentemente, Jericoacoara passaram por fortes processos de valorização após a implantação de aeroportos. No caso de Jeri, o mercado imobiliário registrou uma valorização de até 400% em menos de uma década.
Para Lauro Braga, Maragogi reúne características semelhantes. “É um destino já consolidado, com forte apelo turístico, mas ainda com pouca estrutura. Quando essa infraestrutura chega, a economia cresce de forma acelerada e o mercado acompanha esse movimento”, afirma.
Apesar das oportunidades, o momento também exige cautela. O aumento da procura tende a atrair um grande volume de novos empreendimentos, nem sempre com qualidade ou segurança jurídica. “O principal risco é o surgimento de produtos ruins e construtores sem histórico. É um mercado que passa a atrair oportunistas”, alerta o especialista.
ALERTA AO INVESTIDOR
Por isso, a recomendação é que o investidor analise não apenas o potencial de valorização, mas também a qualidade do produto e a viabilidade do investimento. Entre os pontos de atenção estão a regularidade da documentação, o modelo de negócio e a gestão do empreendimento, especialmente no caso de imóveis voltados para locação.
Na avaliação da Jarvis, este é um momento estratégico para entrada no mercado, justamente por representar o início de um novo ciclo de crescimento. “Maragogi ainda tem uma oferta muito concentrada em pousadas familiares e pouca presença de operações estruturadas, como locações por temporada. Existe espaço para evolução e profissionalização desse mercado”, pontua Lauro.
A consultoria atua com uma análise aprofundada de tendências e oportunidades, avaliando fatores como segurança jurídica, ciclo do lançamento, fluxo de pagamento, conceito do produto, gestão e potencial de valorização. A proposta é identificar ativos com maior performance, independentemente da localização.
“Hoje, o investidor não precisa se limitar à sua cidade. O dinheiro não tem CEP. Nosso papel é analisar o mercado de forma estratégica e encontrar oportunidades seguras e rentáveis, seja no Nordeste ou em qualquer outra região”, conclui.
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