Tecnologia

30 de agosto de 2019 17:36

Google pede remoção de barreiras regulatórias para carros autônomos nos Estados Unidos

Atualmente, existem 75 padrões de segurança para esse tipo de carro no país

↑ Carro autônomo da Waymo roda por Phoenix, nos EUA (Foto: Caitlin O’Hara / Reuters)

A Waymo, unidade de automóveis autônomos Alphabet, empresa que controla o Google, pediu na quinta-feira (29) para a Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Rodovias (NHTSA) dos Estados Unidos a remoção das barreiras regulatórias para carros sem volantes e pedais de freio.

Atualmente, as montadoras devem atender a quase 75 padrões de segurança para carros autônomos, muitos deles escritos sob a premissa de que um motorista está no comando do veículo usando os controles tradicionais.

“A NHTSA deve agir rapidamente para remover barreiras e garantir a segurança”, disse a Waymo em uma carta depois que a agência de segurança automotiva solicitou comentários públicos em maio “sobre a remoção de barreiras regulatórias desnecessárias à introdução segura de sistemas de direção automatizados”.

A NHTSA deve primeiro abordar os padrões de segurança que assumem que um humano está ao volante antes de revisar as regras para abordar configurações alternativas de assentos, disse a Waymo.

Isso “permitirá a implantação oportuna” de veículos sem controles manuais, acrescentou a Waymo.

A NHTSA tem dificuldades há mais de três anos para abordar esses requisitos.

Outras grandes empresas também lançaram luz sobre questões complexas que envolvem testes, aquisições e avaliações de veículos autônomos.

A General Motors disse em um cometário que “é imperativo que a NHTSA continue a direcionar esse diálogo crítico com senso de urgência para que a evolução necessária das regulações mantenha o ritmo dos avanços na tecnologia”.

A Honda e a Lyft, empresa concorrente do Uber, disseram, em um comentário separado, que a agência poderia reconhecer carros autônomos como uma classe separada de veículos.

Segundo os comentários preenchidos pelas montadoras e empresas de tecnologia, a agência poderia levar até pelo menos 2025 para reescrever regras com os diferentes padrões de segurança.

Fonte: Reuters e G1

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