Tecnologia

30 de julho de 2019 15:56

Para cortar custos, Uber planeja demitir 400 funcionários

Pressão por resultados aumentou depois que a empresa estreou na bolsa de valores

↑ Uber (Foto: Reprodução)

A semana começou com uma medida drástica dentro do Uber: desde segunda-feira (29), a companhia vem comunicando centenas de funcionários de que eles não farão mais parte da companhia. Estima-se que pelo menos 400 pessoas perderão seus empregos.

As demissões atingem sobretudo o departamento de marketing do Uber, que até então empregava cerca de 1.200 pessoas. Os cortes afetam aproximadamente 75 escritórios do Uber em todo o mundo, embora não tenha ficado claro se as operações brasileiras estão no meio.

Se levarmos em conta que o Uber emprega quase 25 mil pessoas ao redor do mundo, 400 vagas parece não ser um número tão expressivo. Por outro lado, essa quantidade não pode ser ignorada: trata-se de mais um sinal que evidencia a dificuldade que a companhia tem para dar lucro.

As pressões sobre o Uber se intensificaram depois que a empresa estreou na Bolsa de Valores de Nova York. O relatório financeiro do Uber divulgado dias depois de a companhia ter feito a sua IPO (oferta inicial de ações) mostra que a receita do primeiro trimestre foi de US$ 3,1 bilhões contra US$ 2,5 bilhões do mesmo período de 2018.

Em contrapartida, o prejuízo operacional foi de US$ 1 bilhão no período, um aumento de 116% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Essa situação tem forçado o Uber a buscar estratégias para tornar as suas operações mais eficientes.

Talvez haja cortes expressivos em outros setores, mas, por ora, o departamento de marketing é o mais afetado pela reestruturação. Começou pela dispensa de alguns executivos apenas um mês após a estreia na bolsa e, agora, vem a demissão dos 400 funcionários.

Em e-mail interno, o CEO do Uber Dara Khosrowshahi disse que a empresa tem equipes muito grandes, o que causa sobreposição de trabalhos. Com a reestruturação, o executivo espera fazer o departamento de marketing ser mais eficiente a partir de um controle mais centralizado.

Fonte: Tecnoblog / Texto: Emerson Alecrim

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