Tecnologia

18 de março de 2019 12:27

Cofundador do Whatsapp incentiva jovens a excluir o Facebook

"Eu vendi a privacidade dos meus usuários para um benefício maior", disse Acton à Forbes em setembro

↑ WhatsApp (Foto: Divulgação)

O cofundador do WhatsApp, Brian Acton, defendeu sua decisão de vender sua empresa para o Facebook por US$ 19 bilhões e incentivou estudantes a deletar suas contas da rede social em uma de suas poucas aparições públicas. O evento que abordou temas relacionados à tecnologia ocorreu, na quarta-feira (13), a Universidade de Stanford. As informações são do Buzz Feed News.

Um dos palestrantes da Computer Science 181, uma turma de graduação focada no impacto social e em responsabilidades de empresas de tecnologia, Acton, de 47 anos, explicou os princípios por trás da fundação do WhatsApp e os motivos que o levaram a vender o Facebook, em 2014.

Ele criticou os modelos de lucro que impulsionam os gigantes da tecnologia, como Facebook e Google, bem como o funcionamento do Vale do Silício no qual os empresários são pressionados a buscar capital de risco e grandes alternativas para satisfazer funcionários e acionistas.

Acton já havia comentado publicamente sobre a deterioração de seu relacionamento com a rede social e seu CEO, Mark Zuckerberg. “Eu vendi a privacidade dos meus usuários para um benefício maior”, disse Acton à Forbes em setembro. Na obra, Acton descreveu como o Facebook definiu metas para o WhatsApp atingir uma taxa de receita de US$ 10 bilhões em cinco anos de geração de receita com anúncios e oferecendo às empresas formas de comunicação direta com os usuários.

Apesar de vender o WhatsApp em um acordo que o tornou bilionário, os sentimentos negativos de Acton sobre o Facebook são conhecidos. Ele deixou a empresa em novembro de 2017, depois de mais de três anos, em função de divergências sobre a introdução de anúncios na plataforma de mensagens.

Embora durante a palestra em Standford, Acton não tenha detalhado como Zuckerberg para gerar receita com o WhatsApp, ele falou criticamente sobre modelos de negócios que incentivam as empresas a priorizar os lucros em detrimento da privacidade das pessoas.

Fonte: R7

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