Tecnologia

4 de janeiro de 2019 00:34

Veja quem são os youtubers mirins que Ministério Público quer tirar do ar

Foram citados sete canais de youtubers mirins, que reúnem quase 14 milhões de seguidores, em um total de 105 vídeos

↑ Imagem ilustrativa

Na última quarta-feira (02/1), o Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou ao Google, por meio de ação civil pública, que a empresa retire do ar, no YouTube, vídeos protagonizados pelos chamados “youtubers mirins”. De acordo com a entidade, tais peças fazem propaganda de forma velada de produtos ao público infantil, o que fere a lei, segundo a interpretação da Constituição Federal. Agora, foram divulgados quais os canais estão envolvidos no caso, que está sendo analisado pelo Tribinal de Justiça de São Paulo.

Foram citados sete canais de youtubers mirins, que reúnem quase 14 milhões de seguidores, em um total de 105 vídeos. São eles: Julia Silva (25 vídeos), Felipe Calixto (24), Vida de Amy (dez), Canal Duda MH (dez) Manoela Antelo (nove), Gabriela Saraivah (quatro) e Marina Bombonato (23). O conteúdo dos vídeos mostra os protagonistas dos canais apresentando brinquedos de empresas como a Matel, além da rede de lanchonestes McDonald´s, além do canal de TV a cabo Cartoon Network.

O processo foi movido pelo Instituto Alana, uma organização não-governamental (ONG), de impacto socioambiental, e que promove o direito e o desenvolvimento integral da criança. A entidade monitora abusos envolvendo o consumismo entre o público infanto-juvenil, o que inclui a supervisão de conteúdos exibidos no YouTube a partir do recebimento de denúncias.

Segundo matéria do UOL Tecnologia, o Google é parte da ação, sendo que o Instituto Alana não pretende acionar os canais do YouTube envolvidos, por entender que os “apresentadores infantis também estão vulneráveis à influência das empresas anunciantes”. No entanto, a entidade solicita ao Google que a empresa adote medidas de vigilância e de padrão de uso para impedir o uso da plataforma de streaming para publicidade infantil. Além disso, são sugeridas medidas contra a monetização dos vídeos que violam os direitos infanto-juvenis.

Fonte: Olhar Digital / UOL

Comentários

MAIS NO TH