Saúde
Quase 25% dos moradores de Maceió dormem menos de 6 horas por dia
Dormir não significa necessariamente descansar. Em Maceió, o tempo dedicado ao sono chama a atenção: 24,8% dos adultos dormem menos de seis horas por noite.
O dado faz parte do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde realizado nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Na média das cidades pesquisadas, 20,2% dos adultos estão abaixo das seis horas de sono.
O problema vai muito além do cansaço ao acordar, trazendo impactos diretos à saúde. O estudo mostrou que a privação de sono está relacionada a maior risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes tipo 2, além de impactos sobre ansiedade, regulação emocional, sintomas depressivos e capacidade de lidar com situações de estresse.
A importância é tamanha que a American Heart Association incluiu o sono entre os oito componentes fundamentais para a saúde cardiovascular, ao lado de fatores como alimentação, atividade física, controle da pressão arterial e tabagismo. Para adultos, a referência utilizada é de sete a nove horas de sono por noite, embora a ciência destaque que não basta observar apenas o relógio: continuidade, regularidade e qualidade do sono também importam.
E é justamente aí que podem existir problemas que passam despercebidos. Uma pessoa pode permanecer seis, sete ou oito horas na cama e ainda assim acordar cansada. Uma das causas possíveis é a apneia obstrutiva do sono, condição marcada por interrupções repetidas da respiração durante a noite.
Segundo o médico cirurgião buco-maxilo-facial Daniel Gaziri, o paciente nem sempre percebe que a qualidade do sono está comprometida.
“Às vezes, o paciente acredita que teve uma boa noite de sono porque dormiu seis ou oito horas, mas acorda cansado e não entende o motivo. A apneia pode estar por trás disso. Durante a noite, existem episódios de obstrução das vias aéreas que prejudicam a oxigenação e fragmentam o sono, mesmo que a pessoa não tenha consciência dessas interrupções”, explica.
A investigação pode envolver diferentes especialidades e exames como a polissonografia, que monitora parâmetros do organismo durante o sono e ajuda a identificar a ocorrência e a intensidade das apneias.
“É um tratamento que muitas vezes precisa ser multidisciplinar. Pode envolver otorrinolaringologista, neurologista e cirurgia buco-maxilo-facial, entre outras áreas. O mais importante é identificar onde existe a obstrução da via aérea e qual tratamento apresenta melhor indicação para aquele paciente”, afirma Gaziri.
A relação entre estresse e sono também pode funcionar como um círculo vicioso. Isso significa que a pessoa pode dormir mal porque está estressada e, depois de uma noite ruim, acordar ainda mais vulnerável às pressões do novo dia.
A preocupação com a qualidade do descanso também tem estimulado estudos e desenvolvimento de novas soluções na indústria. Se durante décadas firmeza, espuma, molas e conforto dominaram o desenvolvimento dos produtos, novas tecnologias começaram a incorporar tecidos e materiais pensados para atuar sobre outros elementos presentes durante o período de descanso.
“Durante muito tempo, o desenvolvimento de um colchão esteve concentrado principalmente em conforto, sustentação e durabilidade. O que estamos vivendo agora é uma nova etapa. Passamos a estudar também materiais e tecnologias que podem contribuir para a experiência de descanso. O Light Stress nasceu dessa busca por ir além do colchão tradicional”, explica Helio Antonio Silva, CEO do Grupo Castor.
A empresa lançou um colchão com tecnologia antistress que conta com fios de aço de carbono, destinados a auxiliar na condução de cargas eletrostáticas acumuladas no corpo, dentro da proposta de proporcionar uma experiência de descanso mais confortável.
A ideia de interferir nas cargas elétricas presentes no corpo também vem sendo investigada pela ciência, embora os resultados ainda sejam iniciais.
Um estudo piloto publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine acompanhou pessoas que dormiram durante oito semanas utilizando uma superfície condutiva conectada à terra. Os pesquisadores observaram alterações no padrão noturno de cortisol e relatos de melhora do sono e do estresse. O tamanho reduzido da amostra, no entanto, impede que os resultados sejam tratados como evidência definitiva.
Outro estudo realizado com pacientes com Alzheimer leve encontrou melhora nos indicadores de qualidade do sono entre aqueles submetidos ao chamado grounding.
“Estamos diante de uma verdadeira transformação na maneira de pensar o sono. O consumidor não quer apenas deitar em uma superfície confortável. Ele quer acordar melhor, recuperar-se da rotina e entender que aquelas horas fazem parte do cuidado com a saúde. A inovação da Castor parte justamente desse conceito de usar tecnologia e pesquisa de materiais para desenvolver uma nova experiência de descanso”, finaliza Silva.
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