Saúde
Terapia Ocupacional ajuda idosos a retomar autonomia e qualidade de vida após AVC
Depois do episódio, o acompanhamento especializado auxilia na recuperação de habilidades e na retomada da autonomia
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade em idosos e costuma provocar alterações motoras, cognitivas e na fala, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida. Após o episódio, a atuação da Terapia Ocupacional pode ser fundamental para a reabilitação, ajudando a recuperar habilidades e estimular a independência do paciente.
De acordo com Maria Helena, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Uninassau Maceió, o profissional dessa área não trata apenas as sequelas do AVC, mas ajuda o idoso a reconstruir sua rotina, recuperar sua autonomia e reencontrar sentido nas atividades pertencentes à sua identidade. “Nosso compromisso é devolver qualidade de vida, participação social e dignidade, permitindo que cada pessoa volte a ser protagonista da sua própria história”, explica.
O AVC costuma transformar tarefas simples em grandes desafios. Atividades como tomar banho, vestir-se, alimentar-se, escrever ou preparar uma refeição podem exigir ajuda. Além das limitações físicas, muitos idosos enfrentam alterações na memória, na atenção e no humor, impactando diretamente sua independência, autoestima e participação nas vidas familiar e social.
“Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores tendem a ser os resultados. O acompanhamento pode começar ainda no ambiente hospitalar. A intervenção precoce favorece a recuperação funcional, previne complicações e amplia as possibilidades do idoso retomar sua independência e qualidade de vida”, destaca a coordenadora.
Segundo a profissional, o terapeuta ocupacional utiliza simulações reais do cotidiano, treinando essas habilidades de forma personalizada e respeitando o ritmo de cada paciente. “Também orientamos adaptações no ambiente e o uso de recursos de tecnologia assistiva, quando necessário. Cada pequena conquista representa um importante passo para a recuperação da confiança”, acrescenta Maria Helena.
A Terapia Ocupacional utiliza atividades significativas para o paciente, treino das atividades de vida diária, exercícios para coordenação motora, destreza manual, funções cognitivas, adaptações ambientais e orientações aos familiares. O foco não é apenas recuperar movimentos, mas possibilitar que o idoso volte a participar da vida com segurança e propósito.
“A especialidade enxerga o ser humano de forma integral. Por isso, além da reabilitação física, trabalhamos funções cognitivas, como memória, atenção e planejamento, estimulando o engajamento em atividades significativas para fortalecer a autoestima, reduzir o isolamento social e promover o bem-estar. Cuidar da saúde emocional também faz parte do processo”, enfatiza.
A evolução é percebida quando o idoso passa a realizar suas atividades com mais segurança, confiança e menor necessidade de ajuda. “Ele volta a se alimentar sozinho, vestir-se e participar da rotina da família ou retomar atividades que lhe dão prazer. Pode ser frequentar espaços sociais, como igrejas, centros comunitários ou associações. Essas conquistas refletem a recuperação física e representam a retomada da autonomia, da dignidade e do protagonismo sobre a própria vida”, finaliza Maria Helena, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Uninassau Maceió.
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