Saúde

Obesidade no climatério: por que alimentação e atividade física nem sempre são suficientes para controlar o peso

Por Assessoria 07/08/2026 12h16
Obesidade no climatério: por que alimentação e atividade física nem sempre são suficientes para controlar o peso
O climatério, período de transição entre a fase reprodutiva e a menopausa, provoca uma queda gradual na produção de estrogênio - Foto: Reprodução/Internet

A dificuldade para perder peso durante o climatério é uma queixa frequente entre mulheres a partir dos 40 anos. Mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios físicos, muitas percebem um aumento progressivo da gordura corporal, especialmente na região abdominal. O que poucas sabem é que esse cenário vai além da falta de disciplina e está diretamente relacionado às transformações hormonais que ocorrem nessa fase da vida.

O climatério, período de transição entre a fase reprodutiva e a menopausa, provoca uma queda gradual na produção de estrogênio, hormônio responsável por diversas funções no organismo feminino. Essa alteração interfere no metabolismo, favorece a perda de massa muscular, reduz o gasto energético e aumenta o acúmulo de gordura visceral, um tipo de gordura associado a doenças cardiovasculares, diabetes e outras complicações metabólicas.

Embora alimentação saudável e prática regular de atividade física continuem sendo pilares fundamentais para a saúde, elas nem sempre conseguem reverter, sozinhas, as alterações metabólicas provocadas pelo climatério. Isso acontece porque o metabolismo passa por adaptações hormonais que exigem uma abordagem individualizada.

Juntamente com as alterações hormonais, fatores como resistência à insulina, privação de sono, estresse, predisposição genética e perda de massa muscular também podem contribuir para o ganho de peso. Por isso, insistir apenas em dietas restritivas pode, inclusive, agravar o problema ao favorecer ainda mais a perda de músculos, tornando o metabolismo mais lento.

Além do impacto estético, o excesso de peso nessa fase aumenta significativamente o risco de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, esteatose hepática, apneia do sono e limitações articulares. Também pode intensificar sintomas comuns do climatério, como ondas de calor, fadiga e redução da disposição.

O tratamento da obesidade no climatério deve começar com uma avaliação médica completa, considerando exames laboratoriais, composição corporal, histórico clínico e hábitos de vida. A partir desse diagnóstico, podem ser indicadas estratégias e, quando houver indicação clínica, terapias hormonais ou medicamentos específicos para o tratamento da obesidade.