Saúde
Conjuntivite: oftalmologista orienta sobre prevenção e quando buscar atendimento
Especialista do SESI-AL explica os principais sintomas, reforça medidas simples de prevenção e alerta para os riscos da automedicação
Com o aumento dos casos de conjuntivite, redobrar os cuidados com a higiene é uma das principais formas de evitar a transmissão da doença. A orientação é do oftalmologista do SESI Alagoas, Gustavo Guapa, que destaca a importância de reconhecer os sintomas e procurar atendimento especializado logo nos primeiros sinais.
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, alergias ou agentes irritantes. Nos surtos, como o registrado atualmente, a forma mais comum é a viral, que apresenta alta capacidade de transmissão.
"A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que pode ser infecciosa ou alérgica. A infecciosa, na maioria dos casos, é viral e pode acontecer em surtos, como agora. A transmissão se dá por contato direto, geralmente através das próprias mãos", explica o médico.
Os principais sintomas incluem olhos avermelhados, lacrimejamento, ardor, coceira e secreção. Como a forma viral é altamente contagiosa, o especialista recomenda evitar tocar os olhos e reforçar a higiene das mãos ao longo do dia.
Além disso, pessoas com conjuntivite devem evitar compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou qualquer objeto de uso pessoal. Também é indicado trocar toalhas e fronhas diariamente e dar preferência ao uso de papel toalha para secar o rosto durante o período da infecção.
Em ambientes com grande circulação de pessoas, como academias e piscinas, a recomendação é evitar levar as mãos aos olhos e higienizar as mãos e o rosto com frequência.
Tratamento depende da causa
Embora os sintomas sejam semelhantes, o tratamento varia conforme a origem da conjuntivite. Por isso, a automedicação não é recomendada.
Na conjuntivite viral, não existe um medicamento específico para eliminar o vírus. O tratamento consiste em aliviar os sintomas com compressas frias e colírios lubrificantes, sempre com orientação médica.
Já a conjuntivite bacteriana exige tratamento com colírios antibióticos. Em alguns casos, também são indicadas lavagens dos olhos com soro fisiológico ou água filtrada e fervida, além de compressas frias. Quando não tratada corretamente, a infecção pode evoluir para complicações mais graves.
Nos casos de conjuntivite alérgica, o tratamento é feito com colírios antialérgicos prescritos pelo oftalmologista. Em crianças, o acompanhamento médico é ainda mais importante, devido ao maior risco de lesões na córnea.
Os sintomas costumam durar entre uma e duas semanas, mas somente a avaliação médica pode identificar corretamente o tipo de conjuntivite e indicar o tratamento adequado.
"Se apresentar qualquer sintoma ocular, procure um oftalmologista para realizar o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado", orienta Gustavo.
Atendimento
O SESI Alagoas oferece atendimento oftalmológico em suas unidades de saúde:
Maceió
Clínica SESI Tabuleiro – Travessa Governador Luiz Cavalcante, 1207 (Polo Multissetorial).
Clínica SESI Farol – Rua Oldemburgo da Silva Paranhos (antiga Rua Goiás), 341, Farol.
Arapiraca
Clínica SESI Agreste-Sertão – Rua Engenheiro Camilo Collier, 520, Primavera.
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