Saúde

Médica chama atenção para sintomas que podem indicar câncer de ovário

Estimativa é que 7,3 mil novos casos sejam registrados no Brasil até 2028Por Algo Mais Comunicação Corporativa

Por Assessoria 08/06/2026 11h21
Médica chama atenção para sintomas que podem indicar câncer de ovário
Sinais podem ser confundidos com outros problemas de saúde - Foto: Magnific


Silencioso e frequentemente descoberto em estágios avançados, o câncer de ovário continua sendo um dos principais desafios da saúde feminina. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028 apontam cerca de 7,3 mil novos casos por ano no Brasil. A doença é a segunda neoplasia ginecológica mais frequente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer do colo do útero.

A dificuldade para identificar o tumor precocemente está relacionada à ausência de sintomas nas fases iniciais, como afirma a oncologista Flávia Mota, da Unimed Maceió. “Quando a doença é diagnosticada em estágio inicial, muitas vezes não vai apresentar sintoma. E aí está o perigo, porque normalmente a gente já descobre em uma fase mais avançada da doença”, alertou.

A médica explica que quando os sinais surgem, podem ser confundidos com outros problemas de saúde. Dor na região pélvica, aumento do volume abdominal, alterações no hábito intestinal, perda de peso sem explicação, fadiga e febre estão entre as manifestações mais comuns. Por isso, ela reforça que os sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

“Outro desafio é que não existe um exame de rastreamento, como ocorre com a mamografia para o câncer de mama ou com o exame preventivo para o câncer do colo do útero. Por isso, termina que o risco de descobrir a doença em uma fase mais avançada é maior”, explicou a especialista.

Diante desse cenário, existe a recomendação de manter as consultas de rotina em dia, especialmente após os 50 anos, além de relatar ao médico qualquer alteração persistente. Flávia destacou que o diagnóstico geralmente começa pelo exame físico e pode ser complementado por exames de imagem capazes de identificar alterações nos ovários. Em muitos casos, a confirmação ocorre durante uma cirurgia.

Fatores predominantes, prevenção e tratamento

Embora não exista uma forma garantida de prevenir o câncer de ovário, alguns fatores estão associados ao desenvolvimento da doença. Cerca de 20% a 25% dos casos têm relação com predisposição genética. No entanto, a maioria está ligada a fatores ambientais e comportamentais, como obesidade e sedentarismo. 

“Além disso, mulheres que nunca engravidaram, tiveram a primeira gestação em idade mais avançada, menstruaram precocemente ou entraram na menopausa tardiamente apresentam maior probabilidade de desenvolver o tumor”, informou a oncologista.

Oncologista Flávia Mota

Por outro lado, adotar hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir fatores associados ao surgimento da neoplasia e melhorar a qualidade de vida. Manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente e realizar acompanhamento médico periódico estão entre as principais recomendações. A oncologista acrescentou que a amamentação e o uso de anticoncepcionais, quando indicados por um profissional de saúde, também podem exercer efeito protetor em algumas pacientes.

Flavia Mota pontua que a cirurgia é a principal estratégia com finalidade curativa e apresenta melhores resultados quando realizada por cirurgiões oncológicos em centros de referência. Dependendo de cada caso, o tratamento também pode incluir quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia. 

“A atenção aos sinais do corpo e o acompanhamento médico regular continuam sendo os principais aliados para aumentar as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido”, acrescentou.