Saúde

Imunização contra influenza está baixa em Alagoas

Cobertura está abaixo do esperado principalmente entre crianças, com menos de 30% e idosos pouco acima desta marca

Por Valdete Calheiros - repórter / Tribuna Independente 05/05/2026 08h41
Imunização contra influenza está baixa em Alagoas
Sesau está com campanha estimulando os municípios a fazerem buscas ativas do público prioritário - Foto: Edilson Omena

Segue até o dia 30 deste mês, a vacinação contra a influenza nos 102 municípios alagoanos. De olho no público-alvo que ainda não procurou os postos de saúde para receber a dose imunizante, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) ressaltou a importância de a população estar com o calendário vacinal atualizado.

Com um mês de campanha, Alagoas registrou cerca de 337 mil doses aplicadas. De acordo com os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), os índices de cobertura vacinal da Campanha de Imunização contra a influenza em Alagoas alcançaram 45,34% das gestantes, 30,93% dos idosos e 28,35% das crianças.

O objetivo é atingir a cobertura mínima de 90% dos grupos prioritários (crianças de seis meses a seis anos, gestantes e idosos), patamar essencial para garantir a imunidade coletiva antes do período de maior circulação viral. garantir a proteção da parcela mais vulnerável da população.

Para estimular a vacinação, a Sesau criou a campanha “Vacina Alagoas”, que trata a imunização como um pacto de responsabilidade coletiva, visando conscientizar a população e estimular à vacinação.

Além das divulgações nas plataformas institucionais de comunicação e junto à imprensa, a Sesau realiza um monitoramento técnico diário junto aos 102 municípios, prestando suporte logístico e garantindo que o imunizante esteja disponível e acessível em todas as regiões.

Quanto à ampla cobertura em cada um dos 102 municípios, a Sesau recomendou que as secretarias municipais de saúde (SMSs) realizem busca ativa, o Dia D – que pode ser em mais de uma data.

A Sesau também orientou a disponibilizarem a vacinação em locais de fácil acesso e de grande circulação de pessoas, com shoppings e supermercados, bem como, promovam ações em unidades escolares, conforme recomenda o Ministério da Saúde, além da vacinação nas residências de pessoas idosas e/ou acamadas.

Influenza é uma doença imunoprevenível aguda do sistema respiratório, com grande potencial de transmissão. A campanha de vacinação tem como foco na proteção dos grupos mais vulneráveis durante o período de maior circulação viral.

A vacinação contra a Influenza é importante porque ela pode evoluir de quadros leves para formas graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No Brasil, os vírus Influenza circulam durante todo o ano, com variações conforme fatores climáticos e demográficos.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL), enfermeira Rafaela Siqueira, atingir essa cobertura é essencial para reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde, especialmente em períodos de maior incidência de doenças respiratórias, como o vivenciado atualmente.

“A vacina utilizada em 2026 é do tipo trivalente, composta por três cepas atualizadas dos vírus Influenza, garantindo proteção contra as variantes com maior circulação. O imunizante é seguro, eficaz e pode ser administrado junto a outras vacinas do calendário”, destacou a coordenadora do PNI/AL.

Rafaela Siqueira também enfatizou que a Campanha de Vacinação contra a Influenza é uma oportunidade para atualização da Caderneta Vacinal, incluindo a imunização contra a Covid-19 nos grupos elegíveis.

“A população deve procurar a unidade de saúde mais próxima, levando documento de identificação e, se possível, a Caderneta de Vacinação. Pessoas com sintomas gripais ou febre devem aguardar a melhora do quadro antes de se vacinar”, informou.

A vacinação é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de seis meses a menores de 06 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

Além disso, integram os grupos prioritários da campanha puérperas, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, indígenas, caminhoneiros, profissionais das forças de segurança e de salvamento, pessoas em situação de rua e profissionais das Forças Armadas.