Saúde

Seminário aborda a doença HPN e o papel do farmacêutico e biomédico no Hemoal

Evento reuniu especialistas que atuam na saúde pública de Alagoas

Por Assessoria 27/04/2026 12h29
Seminário aborda a doença HPN e o papel do farmacêutico e biomédico no Hemoal
Seminário - Foto: Assessoria

A UNINASSAU Maceió realizou, na quarta-feira (22), o II Simpósio de Estudos Hematológicos. Organizado pela Liga Acadêmica de Estudos Hematológicos (LAEH) da Instituição de Ensino Superior (IES), o evento foi voltado para os estudantes dos cursos de Biomedicina e Farmácia, reunindo especialistas da área para discutir o diagnóstico e tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) e a atuação do farmacêutico e biomédico no Hemocentro de Alagoas (Hemoal).

Fábio Pacheco, professor dos cursos de Biomedicina e Farmácia da IES, apresentou o tema 'Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN): bases clínicas e evidências laboratoriais'. “Essa é uma doença rara e hemolítica, caracterizada pela destruição das hemácias do corpo. Esse evento foi um mérito do corpo discente, pois organizaram e participaram das partes científica e administrativa. Os estudantes tiveram a oportunidade de ver profissionais de grande relevância para a saúde pública, com sólida experiência em análises clínicas e farmacologia no estado”, disse.

Rusliene Pereira, farmacêutica do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), abordou o tratamento do HPN e a jornada no Sistema Único de Saúde (SUS). “A primeira dificuldade é o diagnóstico. Em seguida, o médico preenche um formulário e o paciente junta os exames previstos pelo protocolo, levando essa documentação para o Ceaf, onde ocorre um cadastro. Dessa forma, é possível ter acesso ao tratamento mensal no Hemoal, sendo o medicamento de infusão venosa”, explicou.

Valber Matias, farmacêutico-bioquímico do Hemoal, apresentou o tema 'A atuação do farmacêutico e biomédico no Hemoal: a importância da morfologia nas doenças hematológicas'. “O profissional da área da saúde precisa saber no que pode atuar. Mostramos na palestra a estrutura do Hemocentro, como os laboratórios de hematologia, imunologia, coagulopatia e vários outros com capacidades de se trabalhar neles. Existe todo um serviço paralelo de ambulatório para doenças hematológicas, como as hemoglobinopatias, com quase 800 pacientes com anemia falciforme sendo tratados”, destacou.

De acordo com Humberto Medeiros, farmacêutico-bioquímico do Hemoal, qualquer suspeita de doença hematológica é confirmada no órgão público. “É um trabalho muito específico e o objetivo é ajudar no diagnóstico das neoplasias hematológicas. Outros laboratórios comuns não têm esse tipo de serviço. O Hemocentro vai muito além da doação de sangue. Há, inclusive, projetos de expansão para implantar setores que ainda não temos, como laboratório de biologia molecular e laboratório de citometria de fluxo”.

Para Iane Beatriz, discente do 8º período do curso de Biomedicina da UNINASSAU Maceió e presidente da LAEH, o trabalho em equipe prepara para o mercado de trabalho, pois há cooperação em todas as etapas da organização de um evento. “Tudo foi feito por nós, desde definir a data até entrar em contato com os palestrantes. Com os simpósios e cursos, adquirimos um conhecimento valioso e isso nos coloca à frente no mercado. O fato de ser organizado de aluno para aluno permite pensar e desenvolver dinâmicas agregadoras à vida acadêmica”, enfatizo