Saúde
Sesau investiga caso suspeito de morte por dengue em Arapiraca
Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, até início deste mês, foram 695 casos prováveis da doença em Alagoas
Deverá ficar pronto daqui a 10 dias o resultado do exame sorológico que irá atestar se o óbito de Evilly Vitória, uma jovem de 17 anos ocorrido em Arapiraca, na última quarta-feira (22), foi em decorrência de dengue.
Até lá, a Secretaria de Estado da Saúde da Saúde (Sesau) segue investigando o caso. Segundo o Programa Estadual de Controle de Zoonoses, o exame de PCR apresentou resultado negativo, por isso foi necessário realizar o exame sorológico.
Conforme consta no relatório de investigação do óbito suspeito por dengue, a vítima deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca por volta das 18h do último domingo, apresentando vômito, dor no corpo e dor abdominal.
De acordo com a Sesau, ela foi triada, passou por consulta médica, foi medicada e submetida a exame laboratorial, sendo detectada plaquetopenia, que representa a redução da contagem de plaquetas no sangue, prejudicando a coagulação e aumentando o risco de sangramentos.
Diante do quadro da paciente, foi requisitada vaga à Central Estadual de Regulação, que autorizou a transferência para o Complexo Hospitalar Manoel André (Chama), também em Arapiraca. A paciente permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital arapiraquense, tendo evoluído para óbito dois dias depois, devido à gravidade do quadro clínico.
Os dados mais recentes da Sesau, extraídos do Panorama Quinzenal das Arboviroses em Alagoas de 2026, no início deste mês, mostram que foram computados, desde o início deste ano, 695 casos prováveis de dengue, 92 de Chikungunya e 22 de Zika Vírus. Também desde janeiro, houve um óbito por dengue e nenhum por causado por Chikungunya e Zika.
A dengue é considerada a arbovirose urbana mais comum nas Américas, especialmente no Brasil. A transmissão ocorre através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte. Em caso de sintomas, é importante procurar a unidade de saúde mais próxima à residência do paciente.
O médico infectologista Renee Oliveira, chefe do Gabinete Estadual de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau, reforçou algumas ações necessárias para se evitar mais casos das doenças transmitidas pelo mosquito.
“É importante eliminar criadouros do mosquito, como recipientes que acumulam água, e também adotar medidas de proteção, como uso de repelentes, roupas de mangas compridas e instalação de telas em portas e janelas”, orientou.
Renee reforçou, ainda, que a dengue é uma doença que pode evoluir rapidamente para quadros graves e causar até óbitos. “Por isso, é importante que a sociedade esteja atenta aos sintomas, como febre alta, dores no corpo e manchas na pele, e procure atendimento médico nas unidades Básicas de Saúde dos municípios ou nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], evitando, deste modo, complicações posteriores”, explicou.
Vale lembrar que a vacina é outra medida de proteção contra a doença. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em municípios selecionados. Porém, é importante frisar que a vacinação é complementar e não substitui as ações preventivas.
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