Saúde
Casa do Autista amplia acesso a terapias com modelo multidisciplinar inédito no país
Unidade reúne atendimentos clínicos, terapias especializadas e apoio às famílias em uma estrutura inovadora que deve realizar cerca de seis mil atendimentos mensais em Maceió
Aberta para treinamento das equipes e acolhimento inicial de famílias, a Casa do Autista de Maceió já desponta como um marco na assistência a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com proposta pioneira no Brasil, o equipamento reúne, em um só lugar, atendimentos clínicos, terapias especializadas, atividades de desenvolvimento e suporte contínuo às famílias, em uma estrutura pensada para estimular autonomia, inclusão e qualidade de vida.
Voltada para pacientes de até 17 anos e 11 meses, a unidade deve realizar, em média, seis mil atendimentos por mês quando estiver em pleno funcionamento. Neste primeiro momento, além da capacitação das equipes multiassistenciais, o espaço também está recebendo mães e responsáveis interessados em conhecer a estrutura e entender como funcionará o acompanhamento das crianças.
A proposta da Casa do Autista é oferecer um cuidado integral. Entre os atendimentos clínicos e terapêuticos disponíveis estão neuropediatria, psiquiatria infantil, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia, pedagogia, educação física adaptada, nutrição, enfermagem e assistência social. O espaço também contará com terapias especializadas, como musicoterapia e aquaterapia, ampliando as possibilidades de intervenção de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.
Além das consultas e terapias, a unidade aposta em atividades voltadas ao desenvolvimento global, com estímulos sensoriais, desenvolvimento motor e cognitivo, treino de habilidades sociais e ações que incentivam a autonomia das crianças e adolescentes. O cuidado se estende às famílias, com acolhimento e orientação aos responsáveis, reconhecendo o papel fundamental do ambiente familiar no progresso terapêutico.
A estrutura física reforça essa proposta humanizada. A Casa do Autista conta com sala de integração sensorial, a chamada “Maceiozinha”, uma mini cidade criada para simular situações do cotidiano, jardim sensorial, viveiro, piscina, parque inclusivo, auditório, além de salas específicas para atendimentos terapêuticos e espaços de convivência. Tudo foi planejado para proporcionar experiências seguras, educativas e estimulantes.
A gestão da unidade é feita pelo Maceió Saúde, organização social já reconhecida pela atuação no Hospital da Cidade. Segundo a diretora-presidente da instituição, Camila Porciúncula, a experiência acumulada será determinante para o sucesso do novo equipamento.
“Nosso compromisso é levar para a Casa do Autista a mesma dedicação e excelência que consolidamos no Hospital da Cidade. Como muitos sabem, o HC é o primeiro hospital municipal da capital, e ao longo de sua história, tornou-se referência em atendimento humanizado, qualidade assistencial e segurança do paciente. Com a gestão do Maceió Saúde, o Hospital da Cidade se tornou o único hospital público de Alagoas com Acreditação ONA Nível 3, reconhecimento máximo em gestão de qualidade e segurança. Esse padrão de excelência será replicado aqui na Casa do Autista, garantindo protocolos rigorosos, monitoramento contínuo e processos bem estruturados para o atendimento de nossas crianças e de suas famílias”, detalhou.
Camila também destacou o papel das famílias no processo terapêutico. “A experiência do Hospital da Cidade também nos mostrou a importância de olhar para além do paciente e que envolver as famílias no cuidado faz toda a diferença. Por isso, na Casa do Autista, pais e mães, inclusive as chamadas ‘mães atípicas’, participarão das terapias, acompanhando de perto o desenvolvimento de seus filhos. Nossa estrutura foi pensada para isso. Temos sala sensorial, mini cidade, piscina, praça e parque, proporcionando um ambiente lúdico e estimulante para que as crianças vivenciem o cotidiano de forma segura e educativa”, completou.
Veja como ter acesso
Para ter acesso aos serviços, é necessário iniciar o processo na Secretaria Municipal de Saúde, apresentando documentos da criança ou adolescente, como RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico, além da documentação do responsável legal. Após a abertura do processo, a equipe técnica fará a regulação dos casos, priorizando pacientes que ainda não estão inseridos na rede pública ou que aguardam atendimento. Com a avaliação concluída, os usuários poderão ser encaminhados para a Casa do Autista ou outros serviços especializados, conforme disponibilidade de vagas. Caso a demanda ultrapasse a capacidade de atendimento, os pacientes serão incluídos em fila de espera até a abertura de novas vagas na rede. Ao ingressar na Casa do Autista, cada criança passará por acolhimento, avaliação multiprofissional e elaboração de um Projeto Terapêutico Singular, que orientará todo o acompanhamento.
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