Saúde
Sesau orienta cuidados na compra e conservação de pescado
Tradicional para muitas famílias na Semana Santa, o consumo de pescado exige maior atenção por se tratar de alimento perecível, que pode representar riscos à saúde quando não são manipulados e conservados corretamente. Diante disso, a nutricionista Janine Mendonça, que atua na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), orienta a população sobre os cuidados necessários na compra, armazenamento e preparo de peixes e outros frutos do mar.
De acordo com a nutricionista da Sesau, a escolha do pescado deve começar pela observação do local de venda. Ela explica que no caso de mariscos, como o sururu, a origem segura é ainda mais importante, devido ao maior risco de contaminação. “Ambientes limpos, organizados e com adequada refrigeração são essenciais para garantir a qualidade do produto. Também é importante verificar se o pescado está mantido sob gelo limpo, sem odores desagradáveis e, sempre que possível, observar a procedência e a validade”, orientou.
Para identificar se o pescado está fresco, o consumidor pode observar algumas características. “Nos peixes, olhos brilhantes e transparentes, guelras avermelhadas, carne firme, escamas bem aderidas e odor suave são sinais positivos. Já camarões e mariscos devem apresentar coloração uniforme, textura firme e ausência de cheiro forte ou viscosidade, indicando boas condições de conservação”, alertou a profissional.
Janine Mendonça enfatiza que o consumo de pescado mal conservado pode causar intoxicações alimentares com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e mal-estar geral. “Em alguns casos, pode haver infecção por bactérias, como Salmonella e Vibrio, além da intoxicação por histamina, que está diretamente relacionada à má conservação do peixe”, explicou.
Como Armazenar
Já para quem pretende comprar com antecedência, a nutricionista recomenda garantir o armazenamento adequado logo após a aquisição. “O pescado deve ser rapidamente refrigerado ou congelado. Durante o transporte, o ideal é utilizar bolsas térmicas, principalmente em dias mais quentes, para manter a temperatura adequada até chegar em casa”, destacou.
Em casa, o armazenamento correto faz toda a diferença. Na geladeira, o pescado deve ser mantido em recipiente fechado, na parte mais fria, e consumido em até 48 horas. Já no freezer, deve ser armazenado em embalagens bem vedadas, a uma temperatura de cerca de -18°C.
“O tempo de conservação varia do tipo de pescado que será comprado. Os peixes podem ser congelados por até três meses, enquanto camarões e mariscos devem ser consumidos em até dois a três meses, para evitar perda de sabor, textura e valor nutricional”, pontuou Janine Mendonça.
A profissional destaca também que o descongelamento exige atenção e deve ser feito de forma segura, preferencialmente na geladeira. “Evite descongelar em temperatura ambiente, pois isso favorece a proliferação de microrganismos. Por isso, orientamos o uso de micro-ondas, quando o preparo for imediato, ou em água fria, desde que o alimento esteja bem embalado”, orientou.
Prevenção
Para prevenir problemas de saúde, Janine Mendonça, orienta higienizar bem as mãos e utensílios, cozinhar adequadamente os alimentos e mantê-los sempre sob refrigeração. “Consumir o pescado o mais fresco possível é sempre a melhor escolha. Há muitos erros comuns neste processo, como recongelar o pescado cru após o descongelamento, deixá-lo fora da geladeira por longos períodos e permitir o contato entre alimentos crus e prontos. Produtos com cheiro ou aparência alterados devem ser descartados”, concluiu a nutricionista da Sesau.
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