Saúde

Canetas emagrecedoras exigem cautela e acompanhamento médico, alerta nutróloga

Especialista explica como os medicamentos agem no organismo, quem pode usar e reforça que não há solução rápida para perda de peso saudável

Por Thayanne Magalhães 25/03/2026 07h41
Canetas emagrecedoras exigem cautela e acompanhamento médico, alerta nutróloga
Médica Eline Soriano alerta sobre uso de canetas emagrecedoras - Foto: Edilson Omena

Impulsionadas por promessas de resultados rápidos e pela popularização nas redes sociais, as chamadas “canetas emagrecedoras” têm atraído cada vez mais interessados. Mas, segundo a médica nutróloga Eline Soriano, o uso desses medicamentos exige critério, indicação precisa e acompanhamento profissional para evitar riscos à saúde.

Em conversa com a jornalista Thayanne Magalhães no TH Entrevista, a especialista esclarece como funcionam os fármacos, em quais casos são recomendados e faz um alerta direto: não existe fórmula milagrosa quando o objetivo é emagrecer com segurança.

“As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis que atuam principalmente no controle do apetite. Elas mimetizam hormônios intestinais responsáveis pela saciedade, fazendo com que o paciente sinta menos fome e, consequentemente, reduza a ingestão alimentar”, explica Eline Soriano.

Apesar da eficácia comprovada em alguns casos, a nutróloga reforça que o uso não é indiscriminado. “Sim, esses medicamentos podem funcionar, mas não são para todos. Eles são indicados, sobretudo, para pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão ou dislipidemia”, detalha.

A especialista destaca ainda que existe um perfil específico para o tratamento. “O paciente ideal é aquele que já tentou outras estratégias, como reeducação alimentar e prática de atividade física, sem sucesso significativo, e que apresenta risco aumentado por conta do excesso de peso”, afirma.

O crescimento da procura, impulsionado por influenciadores digitais e conteúdos virais, acende um sinal de alerta. “O uso sem orientação médica pode trazer efeitos colaterais importantes, como náuseas, vômitos, distúrbios gastrointestinais e até complicações mais sérias. Além disso, há o risco de uso inadequado por pessoas que não têm indicação clínica”, pontua.

Outro ponto reforçado pela nutróloga é que o tratamento não substitui hábitos saudáveis. “A caneta não faz milagre. Ela é uma ferramenta auxiliar dentro de um plano terapêutico que inclui alimentação equilibrada, atividade física e बदलाव de comportamento. Sem isso, os resultados não se sustentam”, ressalta.

Para quem pensa em iniciar o uso, a orientação é clara: buscar informação segura e acompanhamento especializado. “O primeiro passo é procurar um médico.

Só um profissional habilitado pode avaliar a real necessidade, indicar o medicamento correto e acompanhar possíveis efeitos adversos. Evitar a automedicação é fundamental”, conclui Eline Soriano.

A entrevista completa está disponível no canal Portal Tribuna Hoje do YouTube.