Saúde
Com retorno às aulas, atenção se volta para vírus respiratórios
Maior contato entre crianças pode favorecer o aumento de casos ainda no início do ano letivo
Com a volta às aulas, crianças e famílias iniciam uma nova rotina que vai além do retorno às atividades escolares e envolve também cuidados redobrados com a saúde. Dados do último boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado nesta quinta-feira (5), apontam a circulação de vírus respiratórios no país já nas primeiras semanas do ano. No período analisado, a prevalência entre os casos positivos foi de 19,3% para Influenza A, 11,2% para o vírus sincicial respiratório (VSR) e 32% para rinovírus. Entre os óbitos no mesmo recorte temporal, a presença desses vírus entre os casos positivos foi de 24,3%, 1,8% e 16,2%, respectivamente.
Ainda segundo o boletim, em nível nacional observa-se uma tendência de estabilidade ou leve queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todas as faixas etárias, resultado atribuído à baixa atividade de diversos vírus respiratórios neste momento. No entanto, especialista da Unimed Maceió alerta que esse cenário antecede o período de sazonalidade, que tradicionalmente se inicia nas semanas seguintes, coincidindo com o aumento do convívio entre crianças em ambiente escolar após o retorno às aulas.
Segundo a infectologista Mardjane Lemos, os principais vírus respiratórios costumam circular com mais intensidade entre os meses de março a agosto, período que se inicia cerca de um mês após o retorno às aulas. “Esse intervalo, somado ao aumento do contato entre crianças no ambiente escolar, pode favorecer o surgimento de casos já no início do ano letivo, especialmente entre estudantes mais novos, com menos de 5 anos de idade”, explica.
Mesmo antes do início oficial da sazonalidade, é possível adotar medidas preventivas, explica. E a principal delas, segundo a médica da Unimed Maceió, é manter o calendário vacinal em dia. “A vacinação é uma das estratégias mais eficazes de prevenção. A vacina contra a Influenza, por exemplo, é disponibilizada gratuitamente para crianças e deve ser mantida atualizada”, destaca.
“O principal fator de transmissão é a aglomeração e o contato próximo. Por isso, é fundamental ensinar desde cedo a chamada etiqueta respiratória”, orienta Mardjane. Entre os cuidados recomendados estão evitar o envio da criança à escola quando houver sintomas gripais, utilizar máscara durante o período de sintomas, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e reforçar a higienização das mãos antes e após contato com boca e nariz.
A infectologista explica ainda que vírus como Influenza, VSR e rinovírus podem apresentar comportamentos diferentes conforme a faixa etária, mas todos merecem atenção especial em crianças menores de cinco anos. “Quanto mais nova a criança, maior o risco de evolução para quadros mais graves. Por isso, é importante atenção redobrada com crianças que frequentam creches antes dos dois anos de vida”, ressalta.
Os pais e responsáveis também devem ficar atentos aos sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica. “A persistência de febre por mais de 72 horas, dificuldade para respirar e dor de cabeça intensa estão entre os principais sinais de complicação”, alerta Mardjane. Em crianças menores, a especialista reforça que outros sinais importantes incluem recusa de alimentação, choro constante e comportamento mais quieto ou apático do que o habitual.
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