14 de janeiro de 2022 14:27

Você sabia que a dependência afetiva é mais comum do que você possa imaginar?

↑ Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea (Foto: Assessoria)

Sim, ela pode acontecer por muitos fatores, desde os culturais, os socioeconômicos, mas principalmente, os emocionais.

Por exemplo, uma baixa autoestima, sentimento de solidão crônico, sensação irreal de abandono, traumas vividos na infância ou adolescência, dificuldade de se relacionar socialmente, medo de lidar com conflitos amorosos, hipersensibilidade, carência, instabilidade psicológica, ou seja, características que podem tanto estar presentes na personalidade ou vida de uma pessoa comum, como também podem ser sintomáticas de alguns transtornos mentais.

Mas seja lá qual for o motivo, é importante que a pessoa dependente afetiva, principalmente do parceiro ou parceira, podendo também ser familiar, tenha auxílio psicológico ou até psiquiátrico para alcançar estabilidade mental e também desenvolver seus próprios mecanismos de defesa frente às dificuldades que surjam na sua vida para que não atrapalhem seus sentimentos e não desenvolva um ambiente de escravidão.

No entanto, apesar das evidências, na maioria dos casos, o dependente não nota que está preso a esse círculo vicioso, precisando de apoio e informação externa.

A medida que a pessoa vai fazendo a terapia, através das ferramentas utilizadas pelo psicanalista ou psicólogo, a pessoa eleva a auto estima, o amor próprio, elimina as inseguranças e gerencia suas emoções, através do autoconhecimento. Colocando-se no local de auto cuidado e empoderamento pessoal.

Afinal, ninguém precisa estar preso a nada e nem a ninguém. Essa limitação emocional pode e deve ser melhor apurada para se compreender e responder perguntas simples, como:

Porque preciso tanto da aprovação do outro?

Porque não confio em minhas intuições e nos meus desejos?

Porque me sinto seguro apenas quando alguém me valida?

O que quero provar a mim mesmo quando deixo a carência me dominar?

Vamos à reflexão?

Sobre a autora:

Andrea Ladislau é graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.

Fonte: Assessoria

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