Saúde

13 de janeiro de 2022 11:50

1º lote da vacina da Pfizer para crianças chega a SP para ser distribuído aos estados

Remessa com 1,2 milhão de doses foi descarregado no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e encaminhado para Guarulhos, na Grande SP. Segundo ministro da Saúde, farmacêutica enviará 4,3 milhões de doses pediátricas neste mês.

↑ Frascos da vacina da Pfizer em versão pediátrica (laranja) e a partir dos 12 anos (roxa) — Foto: Tobias Schwarz/AFP

O primeiro lote de vacina da Pfizer contra a Covid-19 para crianças chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (13), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e foi encaminhado para Guarulhos, na Grande São Paulo, para o Centro de Distribuição do Ministério da Saúde.

O ministro Marcelo Queiroga recebeu a remessa com 1.248 milhão de doses, que será utilizada para imunizar crianças de 5 a 11 anos em todo o país.

No local de armazenamento, as doses vão passar por um processo de controle de qualidade, temperatura e análise e, depois disso, começará a distribuição para os estados. A parcela que ficará em São Paulo será entregue até sexta (14).

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 16 de dezembro, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Na quarta (12), o governo de São Paulo anunciou a abertura do pré-cadastro para início da imunização de crianças contra a doença. Os pais podem acessar o site do governo paulista (www.vacinaja.sp.gov.br) para inserir os dados da criança e agilizar o atendimento nos postos de saúde do estado.

Na segunda (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Com isso, o total de vacinas previstas para chegar em janeiro passou de 3,7 milhões para 4,3 milhões.

Veja o cronograma de entrega das doses:

Segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde, já foram compradas pouco mais de 20 milhões de doses, previstas para chegar até março da seguinte forma:

  • Janeiro: 4.314.000
  • Fevereiro: 7.272.000
  • Março: 8.418.000

A quantidade de doses não é suficiente para completar o ciclo vacinal: segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.

Falta de teste de Covid

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta, minimizou os impactos já sentidos no sistema de saúde por conta do avanço da nova variante, e cobrou atuação das prefeituras na ampliação das testagens.

“A variante ômicron é uma variante de preocupação, não é uma variante de desespero, porque nós temos o sistema único de saúde, que tem sido a fortaleza de cada um dos 210 milhões de brasileiros.”

“Adicionalmente, trabalhamos para reforçar a campanha de testagem, mês de janeiro serão distribuídos 28 milhões de testes, sendo que 13 milhões até o dia 15. No mês de fevereiro nós já temos assegurados 78 (ou 68, travou na hora, sinal muito ruim) milhões. Será necessário que os estados e os municípios se associem nessa questão da testagem, porque na ponta quem testa são os municípios, não é o ministério da saúde”, afirmou Queiroga.

Vacinação infantil

De acordo com o governo, a vacinação infantil ocorrerá:

  • em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas;
  • sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação;
  • com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas.

Diferenças

A vacina para crianças de 5 a 11 anos tem diferenças em relação à aplicada em adolescentes e adultos. Por isso, o governo federal adquiriu uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes (foto acima), apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia).

Em outubro de 2021, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo.

Em 20 de dezembro, o ministro disse que a “pressa é inimiga da perfeição”. Na noite de 23 de dezembro, o Ministério da Saúde abriu a consulta pública sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid.

De 24 de dezembro, a 2 de janeiro, qualquer pessoa pôde participar, preenchendo um formulário online, da consulta que, segundo a pasta, estava aberta a “contribuições devidamente fundamentadas”.

Em 3 de janeiro, Queiroga antecipou que as doses pediátricas chegariam ao Brasil na segunda quinzena deste mês. Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estaria disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.

Em 4 de janeiro, o Ministério da Saúde apresentou os resultados da consulta pública e também convidou entidades e profissionais ligados ao tema para uma audiência pública. Sociedades médicas e científicas defenderam a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Fonte: G1

Comentários

MAIS NO TH