Saúde

20 de janeiro de 2020 11:23

Presidente da Cerem-AL alerta para vagas ociosas em Residências Médicas

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) autoriza concurso para preenchimento de 300 vagas para PRM de Alagoas, mas que não há demanda para fechar este quantitativo

↑ De acordo com Fernando Fidélis a dificuldade na atração de inscritos para alguns PRM ocorre também em âmbito nacional

O presidente da Comissão de Residências Médicas de Alagoas (Cerem-AL) Fernando Fidelis destacou na última sexta-feira, em entrevista ao apresentador Wyderlan Araújo, no Programa TV Mar News – da  TV Mar Canal 25 da Net – que as inscrições para os Programas de Residências Médicas (PRM) de Alagoas estão abertas e pontuou a necessidade de preenchimento de vagas ociosas (que não tiveram inscritos) em algumas especialidades importantes, a exemplo de Medicina Intensiva para UTI, Neonatologia, Emergência Pediátrica e Medicina de Família que atinge 85% de ociosidade quando no Brasil é de apenas 34%.

Fidélis alertou que todo ano o Ministério da Educação e Cultura (MEC) autoriza concurso para preenchimento de 300 vagas para PRM de Alagoas, mas que não há demanda para fechar este quantitativo. Segundo ele, atualmente Alagoas dispõe de 97 PRM autorizados pelo MEC e distribuídos em instituições de Saúde e de Educação e cada instituição oferece seu próprio processo seletivo. “Este ano juntamos 12 hospitais e fizemos o processo seletivo unificado. O concurso do HMAR, Santa Casa, Hospital do Coração e o Hospital Universitário vão realizar o processo neste fim de semana”.

De acordo com ele o processo seletivo é público, vai até a próxima segunda-feira (20), e ocorre desde 2011 e dia 26 será a prova de seleção para todos os inscritos. “Não podemos indicar ou engessar o número de inscritos por especialidades. Várias pessoas do Brasil se inscrevem nos programas autorizados pela Confederação Nacional de Residências Médicas (CNRM), que dá a concessão e deixa cada instituição na responsabilidade de fazer as inscrições. A Cerem faz a coordenação de todo o processo”, ressaltou.

De acordo com Fernando Fidélis a dificuldade na atração de inscritos para alguns PRM ocorre também em âmbito nacional. “As partes envolvidas no processo – não apenas a Cerem-AL – precisam se mobilizar e divulgar a qualidade do serviço, considerando que as Residências Médicas de Alagoas não deixam a desejar para muitas dos grandes Centros do país. O trabalho da Cerem em Alagoas é também ajudar na divulgação e atrair o preenchimento das vagas ociosas”.

Para tanto, segundo Fidelis, a Cerem/AL promove reuniões mensais com secretários das Comissões de Residências Médicas de cada hospital  e também com o plenário formado por oito instituições, entre elas o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems) . “Só 5% dos médicos que atuam nos Programas Saúde da Família (PSF) são especialistas no assunto e 95% são de outra área. Precisamos aumentar a demanda por Medicina da Família e Comunidade”, apelou. O presidente da Cerem/AL – em seu segundo mandato – afirmou que há 18 especialidades disponíveis e a maior procura foi por Anestesiologia, mas que é necessário que haja adesão pelas ociosas já citadas.

Fonte: Redação/ com assessoria

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