Saúde

11 de novembro de 2019 12:13

Conecte SUS é lançado em Alagoas pelo ministro Luiz Henrique Mandetta  

Projeto piloto no estado visa organizar o atendimento primário da população

↑ O programa vai integrar as informações de saúde do cidadão em uma grande rede de dados (Fotos: Sandro Lima)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve em Maceió na manhã desta segunda-feira (11), para lançar o programa de informatização do Sistema Único de Saúde (SUS), que inicia o projeto piloto por Alagoas. Os recursos federais investidos como parte do desenvolvimento do Conecte SUS para o estado será de R$ 21,1 milhões, sendo R$ 2,4 milhões, em 2019, e R$ 18,7 milhões, em 2020. A solenidade foi realizada no auditório Aqualtune, no Palácio República dos Palmares.

O governador Renan Filho recebeu o ministro e destacou a importância do programa para Alagoas. “Para nós é uma grande satisfação trabalhar com o Governo Federal no sentido de melhorar o sistema de saúde público, sobretudo no que diz respeito à Atenção Básica, informatizando para garantir a sobra de mais recursos para investir em outras aéreas e é o que temos feito em Alagoas com a parceria dos municípios”.

O projeto piloto no estado chamado Conecta SUS visa organizar o atendimento primário da população para a redução de mortalidade infantil e materna. De acordo com Renan Filho, a intenção é também avançar com o restante da rede com a abertura de novas unidades de pronto-atendimento, recente inauguração do Hospital de Mulher. “Estamos à disposição do Governo Federal ministro Mandetta”.

A informatização traz benefícios para o cidadão que vai passar a ter a sua carteira de vacinação, por exemplo, digitalizada, mas também todos os serviços da Saúde Básica.

Para o ministro o projeto-piloto é crucial e Alagoas foi escolhida justamente por vir apresentando melhorias nos indicadores de atenção primária, no que faz acreditar ser um momento importante para que o Governo Federal se some e que se possa fazer o início do prontuário universal para todo o território nacional.

“Nós temos aproximadamente das unidades informatizadas e queremos chegar a um número próximo dos 100%, então muitas ferramentas de gestão boas vem por ai”, frisou Luiz Henrique Mandetta.

O reflexo do programa de informatização é enorme, já que o cidadão passa a ter o controle podendo optar em deixar na nuvem como transparência ou uso próprio. “As vacinas, por exemplo, quando se trata da carteirinha, a pessoa vai ter acesso por meio do aplicativo pelo celular online da vida das crianças e da família. Em breve será possível fazer também o agendamento de consultas pela internet porque ainda temos um sistema muito bruto, antigo. Ou seja, nos aproximamos da era digital”, ressaltou.

O primeiro objetivo, segundo o ministro, é conectar os municípios e os gestores medirem o nível dos postos de saúde da cidade, melhorando assim o trabalho como um todo. “O conjunto de postos de saúde trabalhando resulta na redução da mortalidade infantil, materna, melhora a saúde mental, garante estoque de medicamentos reduzindo sua interrupção, abastecer melhor a rede, isso tudo será possível através desse piloto em Alagoas, que tem as condições administrativas, técnicos, a Secretaria de Saúde Estadual vai ajudar. Estou muito feliz em poder ter escolhido Alagoas para o início deste projeto”, detalhou.

Conecte SUS

O Conecte SUS é parte da estratégia da Saúde Digital definida pelo Governo do Brasil que faz o uso de recursos de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) para produzir e disponibilizar informações confiáveis da saúde, para quem precisa no momento que precisa. Quando finalizada a implementação, o cidadão terá acesso às suas informações por meio do celular, computador ou tablete, utilizando apenas o CPF, além da decisão sobre compartilhamento de seus dados em saúde.

Os recursos federais investidos para o auxílio à Informatização da Atenção Primária como parte do desenvolvimento do Conecte SUS no projeto piloto em Alagoas será de R$ 21,1 milhões, sendo R$ 2,4 milhões, em 2019, e R$ 18,7 milhões, em 2020.

Incentivo

O incentivo financeiro do Ministério da Saúde para as Unidades de Saúde da Família será pago de duas formas: implantação e manutenção. Para a apoiar o início do processo, será disponibilizado, em parcela única, os valores de R$ 8,5 mil ou R$ 11,5 mil. Já para a continuidade das ações será repassado o custeio mensal de R$ 1,7 mil e R$ 2,3 mil para as Equipes de Saúde, que produzirem informações qualificadas.

Além do apoio financeiro, a pasta irá realizar treinamento para uso do programa e suporte para sanar dúvidas do dia a dia.  Os gestores locais serão os responsáveis por gerenciar os recursos que serão investidos como, por exemplo, em infraestrutura e contratação de pessoal especializado em TI.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Ana Paula Omena

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