Saúde

5 de novembro de 2019 09:06

Atividade física é ferramenta para saúde, disposição e longevidade

Coordenador do programa +1K do Hapvida destaca que exercícios ajudam a diminuir uso de medicamentos

↑ Sidney Pereira recomenda que o idoso faça exames clínicos e procure profissional capacitado para auxiliar na escolha da prática esportiva (Foto: Arthur Melo)

Em tempos em que a expectativa de vida tem aumentado, chegar à fase idosa com longevidade tem sido um desafio. E a prática da atividade física é uma excelente ferramenta para quem quer ter saúde, disposição e vida longa, mesmo após os 60 anos. O coordenador do programa +1K, do Hapvida Maceió, Sidney Pereira, conversou com o TH Entrevista sobre o tema destacando a importância dos movimentos funcionais diários orientado por um profissional da área.

De acordo com Sidney Pereira, a prática da atividade física traz bem-estar e qualidade de vida. “A recomendação é que todo idoso faça seus exames clínicos e procure um profissional capacitado para auxiliar na escolha da prática esportiva”, explica o especialista.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer, em 2019, é de 80 anos para as mulheres e de 73 anos para os homens. Isso demonstra que o povo brasileiro está vivendo mais.

Na opinião de Sidney, as atividades mais recomendadas para os idosos são as de pouca intensidade, sempre fazendo o controle de carga, de leve à moderada. Para ele, “normalmente, o idoso chega com alguma patologia e precisa fazer a atividade física para reduzir os efeitos da doença”.

Diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e até osteoporose são algumas das doenças que podem ser minimizadas com a prática da atividade física. “Além de diminuir o consumo contínuo de medicamentos, há fortalecimento dos ossos e aumento da tensão muscular. Não tem resultado melhor”, comemora o profissional da educação física.

ATIVIDADES

Os benefícios são inúmeros. E para o professor Sidney, o ideal é fazer atividades de baixo impacto, a exemplo de hidroginástica, andar de bicicleta, fazer uma caminhada com menos intensidade.

A musculação também é recomendada, pois leva à calcificação óssea e produz osteoblastos, o que aumenta o fortalecimento dos ossos. Durante a fase idosa há um enfraquecimento do quadríceps, por isso é comum o registro de quedas provocando fratura de fêmur ou de quadril.

“Hoje temos vários casos de idosos que começaram a prática da atividade física, mudaram sua capacidade de locomoção e pegam até mais peso que alguns jovens. Precisamos pensar em longevidade, mas com saúde”, afirma Sidney.

O objetivo é fazer com que a população se mantenha em movimento e envelheça com saúde. “Queremos incentivar a prática da atividade física para evitar que não se perca movimentos funcionais, como levantar o braço, sentar e ficar em pé e se deslocar naturalmente”, finaliza Sidney.

 

Assista à entrevista na íntegra:

 

Fonte: Tribuna Hoje

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