Saúde

21 de setembro de 2019 11:45

Ações fortalecem vínculos entre usuários de Caps e família

Além do cuidado direto da Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), outros setores, como Educação, Trabalho, Cultura e Assistência Social precisam estar aliadas à causa

↑ Fortalecimento de vínculos e integração da rede auxiliam usuários. Foto: Ascom SMS.

Na luta contra um fenômeno complexo e que envolve diversos fatores, como é o caso do suicídio, é necessário que toda a Rede de Atenção Psicossocial esteja integrada para planejar e executar ações preventivas com usuários que possam apresentar um quadro depressivo que evolua para uma realidade mais grave e irreversível.

Além do cuidado direto da Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), outros setores, como Educação, Trabalho, Cultura e Assistência Social precisam estar aliadas à causa.

“A integração da rede é um ponto essencial, justamente pela questão de que o adoecimento mental e a tentativa de suicídio são fenômenos muito complexos e não é nem só a saúde mental, nem só os Caps que vão dar conta. Então, toda a rede de saúde, desde a Atenção Básica,  precisa ter esse olhar de acolhimento para as questões de adoecimento mental, porque quando a gente acolhe já está tratando e auxiliando”, explica Suzana Cunha, psicóloga da Gerência de Atenção Psicossocial.

Abrindo o Setembro Amarelo, mês de intensificação das ações de prevenção ao suicídio, a SMS realizou um encontro intersetorial, que contou com a presença da Educação, Assistência Social e Justiça.

Ainda segundo a psicóloga da Gerência, sem esse apoio e movimentação de outros setores, a prevenção do suicídio se torna menos efetiva. “A própria Educação precisa estar presente, já que está em contato com crianças e adolescentes, justamente as pessoas que estão em formação e estão passando por influências, muitas vezes, negativas das redes sociais e do bullying”, reforça Suzana.

Fortalecimento de vínculos

Outro importante fator na luta contra o suicídio é o fortalecimento de vínculos e acolhimento dos usuários e seus familiares. Nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Maceió, além das atividades desenvolvidas com os pacientes, os familiares são convidados para comemorações, reuniões e outras ações.

“A família é de extrema importância para o acompanhamento e reabilitação psicossocial. Então, quando nós fazemos o acolhimento, nós já conversamos com a família muitas vezes, pois são de suma importância nesse tratamento”, explica a psicóloga Klaudiane Passos, do Caps Noraci Pedrosa, localizado no Jacintinho.

E para aproximar a família do projeto terapêutico desenvolvido para o usuário, são realizadas reuniões mensais com essas pessoas. “Na reunião, participam o psicólogo, assistente social e mais algum profissional da unidade. Ainda tem um atendimento, porque cada usuário possui um técnico de referência, então esse profissional pode chamar a família, a qualquer momento, para discutir alguma questão desse usuário”, conta Klaudiane, explicando que é o sigilo profissional do que não pode ser compartilhado.

Além dos vínculos familiares, é fundamental que os usuários se envolvam em outras atividades e grupos da comunidade. “O Caps se preocupa também com os vínculos sociais dessas pessoas que precisam ser fortalecidos, para que essa pessoa tenha fontes prazerosas na vida dela, que possa se engajar em grupos, e reduzir a vulnerabilidade, principalmente quando se trata de suicídio”, pontua.

Fonte: Secom Maceió

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