Saúde

12 de setembro de 2019 09:07

Número de casos de dengue em Alagoas sobe 981%

Dados do MS apontam 17.486 notificações em Alagoas de janeiro a 26 de agosto contra 1.617 no mesmo período de 2018

↑ Aedes aegypti é o principal veto da dengue; melhor forma de combate à doença é eliminar o mosquito (Foto: Reprodução)

Alagoas registrou 17.486 casos de notificações da dengue até o dia 26 de agosto de 2019. O número representa um aumento de 981,4% quando comparado com o mesmo período de 2018 quando foram 1.617 registros da doença de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS). O total de mortes confirmadas devido à infecção neste ano chegou a duas, mesmo número registrado em 2018. Mas, existem outras duas mortes sob investigação.

Os casos de chikungunya registrados em Alagoas também tiveram um aumento. Segundo os dados do MS foram 1.534 até agosto deste ano. Já no mesmo período do ano anterior foram 138. Ou seja, uma variação de 1.011,6%. A doença não fez vítima fatal no estado.

A zika também teve aumento. Houve uma variação de 424,6% nos casos, sendo 114 de janeiro a 26 de agosto de 2018 e 598 no mesmo período deste ano. Ainda não há registro de óbitos pela doença.

BRASIL

O país registrou 1.439.471 casos de dengue até 24 de agosto deste ano, número que representa um aumento de sete vezes em relação ao verificado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do MS. Em índices percentuais, a variação foi de 599,5%. O total de mortes confirmadas devido à infecção neste ano chegou a 591. Já em 2018, foi pouco mais de 1/3 deste total, com 160 casos confirmados de morte por dengue.

Considerando a série histórica com o total de casos de dengue registrados desde 1998, o ano atual já é o quarto com mais casos, atrás de 2015 (recorde com 1.688.688), 2016 (1.500.535) e 2013 (1.452.489). Quando recorte é o número de mortes, este ano também já é o quarto desde 1998. Com 591 óbitos confirmados por conta da dengue, o ano fica atrás de 2015 (recorde com 986), 2016 (701) e 2013 (674).

AUMENTO

O ministério afirma que uma “associação de fatores” explica o aumento nos casos: “alto volume de chuvas e altas temperaturas”; “grande número de pessoas suscetíveis, uma vez que nos dois últimos anos houve baixa”; “ocorrência de dengue em toda a região das Américas” e “mudança no sorotipo predominante”.

Levantamento da Prefeitura identifica áreas com maiores criadouros

 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que entre as ações para o combate das doenças, a Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos identificou por meio do Levantamento de Índice de Infestação, realizado na primeira semana de janeiro, as áreas onde estava mais elevado, atuando nessas áreas, fazendo inspeções nos imóveis, eliminando criadouros de mosquitos e promovendo ações educativas junto aos moradores.

As ações vêm sendo executadas nos oito Distritos Sanitários de Maceió, com ênfase em pontos estratégicos, que são os imóveis com quantitativo elevado de criadouros, como ferros-velhos, borracharias (com o recolhimento de pneus) e prédios. Há uma atuação forte também no atendimento das denúncias feitas pela população através do disque dengue e em áreas onde é feita a notificação de casos, com o bloqueio da área, para evitar a transmissão da doença. O número do Disque Denúncia é 3221-2523.

Além disso, a SMS passou a integrar o Programa de Combate aos Imóveis Fechados e Abandonados em Maceió. O objetivo é identificar problemas relacionados a vetores causadores de doenças e animais peçonhentos, notificando e autuando irregularidades em ambientes que podem causar riscos à saúde da população.

Lançado na última terça-feira (10), o programa reúne vários órgãos da Prefeitura, tendo na coordenação das atividades a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet), integrada ao trabalho de campo, juntamente com as equipes das secretarias municipais de Saúde e de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs), além da Superintendência de Desenvolvimento Sustentável (Sudes).

“O objetivo da ação – que será realizada todas as terças-feiras, por tempo indeterminado – é conscientizar os proprietários dos problemas causados por imóveis (terrenos e edificações) nessa situação, reduzindo os riscos de proliferação de doenças, a insegurança na região onde estão localizados e a necessidade de uma intervenção maior por parte dos serviços da Prefeitura’’.

 

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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