Saúde

22 de agosto de 2019 09:15

Cresce número de casos de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti em Alagoas

Somente notificações de dengue foram 4.149 no primeiro semestre deste ano contra 1.196 no mesmo período de 2018

Aumentou o número de casos de dengue em Alagoas segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Nos seis primeiros meses deste ano já foram registrados 4.149 casos da doença. Já no mesmo período de 2018 foram 1.196. Apesar das notificações, a doença não registrou mortes este ano. Em todo o ano de 2018 foram confirmados dois óbitos por dengue.

O estado também registra aumento nos números de zika e chikungunya. No primeiro semestre de 2018, a zika teve um registro de 73 pessoas com o vírus, este ano já são 151 casos. Em 2018, duas pessoas foram a óbito por conta da doença.  E a chikungunya foram 74 casos nos seis primeiros meses de 2018. Já este ano, os registros mais que quadruplicaram, são 344 casos. As doenças não fizeram vítimas fatais em 2019.

A Sesau ressalta que os cuidados devem ser dobrados em todos os municípios alagoanos.  O órgão esclarece que a forma mais eficaz de evitar o aumento dos casos de dengue é investir no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, além da zika e chikungunya.

Por esta razão, além do cuidado que cada cidadão deve adotar em sua residência, evitando manter expostos recipientes com água limpa e parada, limpando quintais, calhas e caixas d’água e descartando garrafas de plástico ou qualquer recipiente que possa acumular água, a Sesau tem prestado assistência técnica aos 102 municípios, para que os agentes de endemias executem as ações de campo de forma eficaz, resultando na redução de casos da doença, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

Sesau promove ações de combate ao mosquito

E para evitar o aumento de casos nos próximos meses, a Sesau prevê também a distribuição de larvicida e inseticida, disponibilizando o carro fumacê para os municípios que apresentarem aumento da infestação do vetor, além de capacitar os novos agentes de endemias, promovendo campanhas educativas para conscientizar a população e prestando orientação durante os projetos Governo Presente e Vida Nova nas Grotas.

INFECTOLOGISTA

A infectologista Claudeane Bezerra orienta que quando surgirem alguns dos sintomas, o paciente deve procurar o especialista. “O surgimento de febre alta associada à dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo ou nas articulações, vômitos ou manchas no corpo, pode indicar um quadro de dengue. Diante desses sintomas, é importante evitar automedicação e procurar atendimento médico. Os casos mais graves devem ser avaliados por um infectologista’’.

A especialista também orienta sobre alguns cuidados que o próprio cidadão deve ter para evitar contrair a doença.

“A principal forma de prevenir a dengue é combatendo o mosquito transmissor (Aedes aegypti), evitando sua proliferação em reservatórios de água parada em caixas d’água abertas, pneus, garrafas vazias, acúmulo de lixo e outros recipientes pequenos. Outra forma de prevenção é o uso de loções repelentes de mosquito, bem como a escolha de vestimentas que reduzam a área do corpo exposta, sobretudo durante o dia e final da tarde, uma vez que o Aedes tem hábitos diurnos. Não podemos esquecer que além da dengue, o Aedes aegypti também transmite outras doenças, como zika e chikungunya, por exemplo’’, destaca a infectologista.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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